Publicado 09/02/2026 21:04

Lula brinca que, se Trump conhecesse sua linhagem de bandido, "não o provocaria".

9 de fevereiro de 2026: LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, presidente do Brasil, durante um evento do governo brasileiro no Instituto Butantan, em São Paulo. Foram anunciados investimentos no Instituto Butantan e a vacina Butantan-DV, a primeira vacina de dose ún
Europa Press/Contacto/Paulo Lopes

“Não quero brigar com ele, não sou louco. E se eu lutar e vencer, o que vou fazer?”, afirma em tom jocoso, antes de fazer um apelo em favor do multilateralismo MADRID 10 fev. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, brincou nesta segunda-feira com a possibilidade de brigar com seu homólogo norte-americano, Donald Trump, acrescentando que este não o provocaria se soubesse de sua “parentesco com Lampião”, o mais famoso dos cangaceiros — bandidos que atuavam no nordeste brasileiro desde meados do século XIX até a década de 1930.

“Quando viajo (para os Estados Unidos), sou muito teimoso e obstinado, sabe? Se Trump soubesse qual é a linhagem de Lampião de um presidente, não provocaria”, afirmou em tom jocoso, segundo o portal de notícias g1, da Globo.

No entanto, o líder brasileiro continuou indicando que não gostaria de brigar com o magnata nova-iorquino: “Não sou louco. E se eu lutar e ganhar, o que farei?”, brincou. Mudando de tom, Lula quis enfatizar que “a luta do Brasil é a luta para construir a narrativa”. “Queremos demonstrar que o mundo não pode prescindir do multilateralismo”, afirmou ele diante de um cenário internacional marcado por intervenções unilaterais como as dos Estados Unidos na Venezuela, da Rússia na Ucrânia ou de Israel nos territórios palestinos e no Líbano.

“O unilateralismo imposto pela teoria de que o mais forte pode tudo contra o mais fraco não nos convém”, enfatizou o líder pernambucano. “Precisamos demonstrar, em um debate político, que foi o multilateralismo, após a Segunda Guerra Mundial, que criou a harmonia entre os Estados e nos permitiu viver em paz até agora, pelo menos em uma parte do mundo”, argumentou.

Suas palavras seguem a linha da crítica que ele fez no final de janeiro, quando repreendeu o inquilino da Casa Branca por querer “governar o mundo através do Twitter (X)”.

As declarações da época, assim como as desta segunda-feira, destoaram da trégua que ambos os mandatários pareciam ter estabelecido desde o final do ano passado, após chegarem a uma série de acordos para reduzir uma série de tarifas impostas por Trump, enfrentado aos poderes Executivo e Judiciário brasileiros pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado contra Lula, a fim de impedir sua chegada ao governo em 2023, como resultado das eleições.

Atualmente, e apesar das últimas declarações de Lula, as relações entre os dois países giram em torno da cooperação em áreas estratégicas, especialmente a segurança, e em um clima menos hostil do que o anterior. De fato, o presidente brasileiro visitará os Estados Unidos em março, conforme ele mesmo confirmou após manter uma conversa telefônica com Trump em 26 de janeiro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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