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Propõe uma reforma do Supremo Tribunal Federal brasileiro para que não haja juízes “ricos”
MADRID, 4 out. (EUROPA PRESS) -
O candidato à reeleição como presidente do Brasil pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva, exortou os eleitores a escolherem, nas eleições deste domingo, entre “fortalecer o regime democrático ou a barbárie”, que ele associa ao seu rival, o ultradireitista Flávio Bolsonaro.
“O que está em jogo é a definição de um projeto para o Brasil. O povo terá que escolher entre fortalecer o regime democrático ou a barbárie, entre desenvolvimento ou atraso”, afirmou após votar em São Bernardo do Campo, nos arredores de São Paulo, segundo a imprensa brasileira.
Lula também manifestou sua confiança na vitória e seu compromisso de respeitar o resultado das eleições. “O Brasil não avançará com milícias, com a orgia da turma do Banco Master. O Brasil avança com seriedade”, afirmou, referindo-se primeiro a grupos ligados a Bolsonaro e, em seguida, ao escândalo envolvendo o financiamento, por parte desse banco, de um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, pai de Flávio e ex-presidente brasileiro.
Além disso, Lula levantou a necessidade de uma reforma judicial para estabelecer novos critérios para a escolha dos juízes do Supremo Tribunal Federal e alterar o prazo de mandato desses cargos, sempre ouvindo primeiro juristas especialistas.
“Quero definir o prazo de mandato dos juízes do Supremo Tribunal Federal. Quero estabelecer que quem for ministro do Supremo não possa ser rico. É incompatível. É como o sacerdócio”, argumentou. Ele considera ainda que o Supremo “precisa de mais mulheres”.
Lula votou na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, acompanhado por Simone Tebet (Partido Socialista Brasileiro, PSB) e Marina Silva (do partido ecologista Rede de Sustentabilidade), bem como por outros candidatos ao Senado, ao governo de São Paulo e por seu companheiro de chapa na disputa pela vice-presidência, Geraldo Alckmin (PSB).
A última pesquisa, divulgada neste sábado, dá a Lula uma ligeira vantagem sobre Bolsonaro (43,1% a 38%). Se considerarmos apenas os votos válidos, ou seja, sem votos em branco, nulos e indecisos, Lula alcança 47,8%, contra 42,1% de Bolsonaro, o que significa que o atual presidente está a apenas 2,2 pontos de conquistar a vitória direta no primeiro turno. Caso haja segundo turno, Lula obteria 47,3% dos votos e Bolsonaro, 43,1%, uma diferença de 4,2 pontos.
A mega-jornada eleitoral deste domingo inclui eleições presidenciais, legislativas e regionais, e é marcada pela profunda polarização gerada pelos dois principais candidatos ao Palácio do Planalto.
Ao todo, são mais de 1.650 cargos a serem decididos nessas eleições, nas quais tudo indica que haverá um segundo turno muito acirrado entre Lula e Flávio, no próximo dia 25 de outubro. O evento ganhou ainda mais relevância, já que o presidente brasileiro é um dos poucos líderes de esquerda em uma região dominada pela extrema direita, para alegria do governo de Donald Trump.
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