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MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, elogiou nesta quarta-feira a decisão do diretor-geral da Polícia Federal de retirar as credenciais diplomáticas de um agente de imigração norte-americano que trabalhava dentro da corporação em Brasília, e manifestou a intenção de que, com essa medida, as relações com Washington “voltem ao normal”.
A decisão ocorre após os Estados Unidos terem decidido expulsar um agente brasileiro que colaborou, há alguns dias, na prisão do ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Alexandre Ramagem, em Orlando, Flórida. Ramagem havia fugido para os Estados Unidos enquanto comparecia ao julgamento no qual foi condenado a 16 anos de prisão por seu envolvimento na tentativa de golpe de Estado liderada por Jair Bolsonaro em 2022.
“Eles fizeram isso conosco, nós faremos isso com eles. Esperamos que estejam dispostos a dialogar novamente e que as coisas voltem ao normal”, disse Lula em um vídeo publicado nas redes sociais, ao lado do diretor da Polícia Federal e do ministro da Justiça.
Na reunião, o presidente brasileiro quis parabenizar diretamente o diretor da Polícia Federal por sua “postura em relação ao agente norte-americano” e por adotar uma postura de “reciprocidade”.
Por outro lado, Lula também anunciou a contratação de mil novos agentes para reforçar as operações da Polícia Federal em portos, aeroportos e zonas de fronteira. Segundo o presidente, essa medida “faz parte do compromisso do Governo de combater o crime organizado” e foi qualificada como “histórica” por ser “a primeira vez que a Polícia Federal terá todos os seus cargos ocupados”.
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