Publicado 07/05/2026 19:57

Lula afirma que Trump lhe disse que “não pretende” invadir Cuba

Archivo - Arquivo - 26 de outubro de 2025, Kuala Lumpur, Malásia: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à esquerda, ouve o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, à direita, durante uma reunião bilateral à margem da Cúpula da ASEAN no Ce
Europa Press/Contacto/Daniel Torok/White House

MADRID 8 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, lhe comunicou durante o encontro realizado entre ambos nesta quinta-feira na Casa Branca que “não pretende” invadir Cuba.

“Se a tradução estiver correta, ele (Donald Trump) disse que não pretende invadir Cuba”, afirmou o presidente brasileiro em uma coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil em Washington, após a referida reunião, considerando que tais palavras constituem “um grande sinal”, já que, segundo ele, Havana “deseja dialogar”.

Defendendo assim que o governo da ilha deseja “dialogar” e “encontrar uma solução para pôr fim a um bloqueio” que, segundo ele, “nunca permitiu que Cuba fosse um país completo e livre, desde a vitória da revolução (1959)”, o presidente do Planalto se colocou à disposição de Washington, caso “precise”, para tratar dessa questão, logo após lamentar que o país caribenho sofra “o bloqueio mais prolongado da história da humanidade”.

As palavras de Lula chegam horas depois de o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos ter anunciado a imposição de sanções contra uma empresa controlada pelo Exército de Cuba e sua diretora, bem como contra uma empresa de mineração. Essa decisão se insere no contexto do crescente bloqueio e das pressões do governo Trump contra a ilha e suas autoridades.

De fato, o próprio secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que nesta mesma semana afirmou à imprensa que “não há um bloqueio petrolífero a Cuba propriamente dito”, referiu-se ao anúncio das novas sanções, qualificando-o como uma demonstração de que “o governo Trump não ficará de braços cruzados, enquanto o regime comunista de Cuba ameaçar" a "segurança nacional" do "hemisfério (norte)".

"Continuaremos tomando medidas até que o regime realize todas as reformas políticas e econômicas necessárias", adiantou o chefe da diplomacia norte-americana em uma mensagem publicada em suas redes sociais.

Vale lembrar que foi no início deste ano que Washington impôs novas sanções a Havana, ameaçando com tarifas os países que enviassem combustível para a ilha, o que levou o México, por exemplo, a cortar o fornecimento, após a escassez decorrente do bloqueio do petróleo venezuelano, hoje administrado pelos Estados Unidos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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