Publicado 05/02/2026 14:58

Lula afirma que o retorno de Maduro à Venezuela “não é prioritário”, mas sim “fortalecer a democracia”.

16 de janeiro de 2026, Brasil, Rio de Janeiro: O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fala durante uma declaração conjunta com a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen (não fotografada), após a reunião sobre o acordo comercial e
Tânia Rêgo/Agencia Brazil/dpa

O presidente brasileiro afirma que o Conselho de Paz para Gaza se assemelha mais a um projeto imobiliário do que a um plano de reconstrução MADRID 5 fev. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o retorno de Nicolás Maduro à Venezuela após sua detenção há um mês, no âmbito de uma operação dos Estados Unidos sobre Caracas, “não é a principal preocupação”, mas sim “fortalecer a democracia” naquele país, questão que, segundo ele, cabe aos venezuelanos. “É preciso deixar que eles resolvam seus problemas”, disse.

“Existem condições para fazer com que a democracia seja respeitada na Venezuela e o povo possa participar ativamente? Porque o que está em jogo é se eles vão melhorar a vida do povo ou não”, avaliou em entrevista ao portal UOL. Lula insistiu na América Latina como “zona de paz” e em sua ideia de defender todos os processos políticos que contribuam para o desenvolvimento econômico e democrático de toda a região. “Isso vale para a Venezuela”, disse ele. Da mesma forma, reiterou a necessidade de Washington e Caracas se entenderem e lembrou que, no passado, já havia instado o falecido presidente venezuelano Hugo Chávez a limar as asperezas com seu então homólogo, George W. Bush. CONSELHO DE PAZ PARA GAZA

O presidente Lula também confirmou que estará em Washington durante a primeira semana de março e que espera conversar com seu homólogo americano, Donald Trump, “cara a cara” sobre qualquer assunto, em um momento em que ainda continuam em vigor certas tarifas sobre as exportações brasileiras.

Um desses assuntos é a situação na Faixa de Gaza, onde continuam os ataques das forças israelenses, apesar do cessar-fogo anunciado em outubro.

Com relação ao Conselho de Paz proposto pelo presidente Trump para a gestão do enclave palestino, Lula sinalizou que o Brasil está disposto a participar “se servir para reconstruir Gaza”, mas considera que a iniciativa se assemelha mais a um projeto para construir resorts.

“Quero saber quem vai reconstruir as casas, os hospitais, as padarias, os bares que foram destruídos, porque a vida de 75 mil mulheres e crianças nunca mais voltará (...) O Brasil tem todo o interesse em participar, mas os palestinos têm que estar presentes”, enfatizou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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