Publicado 30/06/2026 14:04

Lula afirma que pretende se candidatar à reeleição para garantir que o Brasil continue sendo uma democracia

COMUNICADO À IMPRENSA – 11 de junho de 2026, Brasil, Brasília: O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva visita o Observatório Regional da Amazônia, na sede da Organização do Tratado de Cooperação da Amazônia (OTCA), e participará da divulgação de
Marcelo Camargo/Agencia Brazil/d / DPA

MADRID 30 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta terça-feira que concorrerá à reeleição nas próximas eleições de outubro de 2026 para garantir que seu país continue sendo uma democracia.

“Vou participar das eleições para garantir que o país permaneça em democracia”, disse o presidente brasileiro após sua intervenção oficial na cúpula dos países do Mercosul, realizada em Assunção, capital do Paraguai, alertando que a democracia está novamente ameaçada em todo o mundo.

Lula tentará conquistar seu quarto mandato em outubro deste ano, em uma disputa que provavelmente o colocará frente a frente com Eduardo Bolsonaro, o ainda pré-candidato do Partido Liberal, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar por motivos de saúde enquanto cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, em 2022.

No entanto, Lula garantiu que, independentemente de quem for eleito nas urnas, no Brasil “o Mercosul continuará sendo uma prioridade”. Nesse sentido, ele pediu que as instituições desse bloco regional sejam consolidadas para que funcionem independentemente de quem for eleito presidente nos países que o compõem.

“O Mercosul não pode funcionar em função da eleição de um ou outro presidente. Caso contrário, nunca teremos um bloco forte em funcionamento. Nunca poderemos nos tornar um bloco econômico vital”, avaliou Lula, segundo o G1.

Lula destacou que a criação desse bloco, há 35 anos, foi uma resposta ao passado autoritário da região e ressaltou que o Mercosul já é uma referência de “inclusão financeira” e de tomada de decisões em conjunto, alertando que nenhum país pode prosperar com “decisões excludentes”.

Sem mencionar o avanço dos partidos conservadores e de extrema direita na região, Lula ressaltou que o Mercosul é a “melhor opção institucional” em um momento de forte polarização e afirmou que “ninguém é dono do mundo, nem ninguém é dono da América do Sul”, em uma possível alusão aos Estados Unidos.

O evento contou com a presença dos presidentes do Paraguai, Santiago Peña; do Uruguai, Yamandú Orsi; do Chile, José Antonio Kast; e do Equador, Daniel Noboa; mas não do chefe de Estado argentino, Javier Milei, que se ausentou alegando ter compromissos a cumprir em seu país.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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