Europa Press/Contacto/Lucio Tavora
MADRID, 23 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, minimizou o aumento das tarifas americanas sobre as exportações brasileiras e, embora tenha insistido que continuarão negociando e apresentando propostas para reverter essa situação, não vão ficar “chorando” pelo que não puderem vender, já que há outros compradores.
“Estaremos na mesa de negociação com nossas propostas (...) Não vamos lamentar o que não pudemos vender a eles, pois vamos buscar outros compradores”, afirmou Lula durante a apresentação de uma série de medidas para responder às tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos.
Lula anunciou nesta quarta-feira auxílios no valor de 18,5 bilhões de reais (3,2 bilhões de euros) para os setores afetados por essas sobretaxas, —como a indústria siderúrgica, madeireira, têxtil e de fertilizantes; bem como para aqueles que foram prejudicados pela guerra no Oriente Médio, segundo o site G1.
“Não há mal que não traga bem”, afirmou o líder brasileiro, que explicou que a economia também consiste em “buscar saídas” para resolver esse tipo de situação. “Não há crise que impeça o Brasil de continuar crescendo”, ressaltou.
“Estamos aprendendo a interagir e nos comunicar com pessoas com quem antes parecia impossível, aprendendo outros idiomas e nos familiarizando com outras moedas. Estamos negociando com outros países para obter maiores receitas (...) O Brasil é grande, respeitado e tem credibilidade no mercado internacional”, destacou.
Além disso, Lula explicou que a relação comercial com os Estados Unidos continua sendo favorável aos norte-americanos e advertiu que “ninguém vencerá o Brasil mentindo”, em clara alusão à suposta intransigência demonstrada, segundo Washington, pelas autoridades brasileiras durante as negociações.
“Nunca encontramos reciprocidade na conversa”, afirmou Lula, que insistiu que eles não se levantarão da mesa de negociação e continuarão exigindo que as autoridades americanas “demonstrem que tinham algum motivo” para aumentar essas tarifas sobre as exportações brasileiras.
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