Europa Press/Contacto/Leandro Chemalle
MADRID 1 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a extrema direita não voltará a governar seu país enquanto ele estiver vivo, nem mesmo com o apoio de líderes internacionais como seus homólogos dos Estados Unidos, Donald Trump, ou da Argentina, Javier Milei. “Que venha quem quiser”, desafiou.
“Enquanto eu estiver vivo, a extrema direita não voltará a governar o país. Mais ainda, que venha ajudar quem quiser. Se quiserem o Trump, que venha. Se quiserem o Milei, que venha. Que venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora”, desafiou Lula em um comício de campanha de seu partido, realizado na noite de sexta-feira em Fortaleza.
Assim, Lula destacou que a única ajuda de que precisa e que deseja é a do povo brasileiro “para manter a democracia” no Brasil. Nesse sentido, ele ressaltou que precisa de candidatos ao Senado nessas eleições gerais de outubro de 2026 porque “metade” da Câmara Alta está “podre”, segundo o G1.
Lula se expressou nesses termos em um comício do Partido dos Trabalhadores em Fortaleza, no noroeste do Brasil, no qual foi confirmada a candidatura de Elmano de Freitas ao governo do estado do Ceará, bem como a de Gabriella Aguiar como sua vice e a de Cid Gomes ao Senado.
Nesta mesma sexta-feira, o governo de Lula divulgou um comunicado rejeitando mais uma vez a decisão dos Estados Unidos de prorrogar por mais um ano as sanções da “declaração de emergência nacional” contra o Brasil, que é independente da guerra comercial lançada contra as exportações do país sul-americano.
“É completamente absurdo considerar o Brasil uma ameaça aos Estados Unidos, sobretudo à luz dos laços históricos de diplomacia e amizade que unem os dois povos”, afirmou o governo.
Além disso, a menção a Javier Milei insere-se na crise diplomática que eclodiu há uma semana, quando o presidente argentino compareceu a um comício do candidato Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, no qual proferiu todo tipo de insultos contra Lula da Silva e outras autoridades brasileiras.
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