Publicado 14/04/2026 23:52

Lula afirma que o ex-diretor de Inteligência Ramagem, detido nos EUA, chegará ao Brasil para cumprir pena

A polícia brasileira aponta para uma cooperação com os EUA na prisão de Ramagem, mas os aliados deste apontam para questões migratórias

Protocolo de prisão do Departamento de Correções do Condado de Orange, na Flórida, do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Alexandre Ramagem
DEPARTAMENTO DE CORRECCIONES DE ORANGE COUNTY

MADRID, 15 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta terça-feira que acredita que o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Alexandre Ramagem — condenado a 16 anos de prisão por seu papel na tentativa de golpe de Estado liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro —, chegará ao território brasileiro “para cumprir sua pena” após sua prisão na Flórida, nos Estados Unidos, cujos motivos — seu status migratório, segundo seus aliados, e uma colaboração com o Brasil, segundo a polícia deste país — ainda não estão claros.

“Acredito que Ramagem virá para cá. (...) Ele tem que voltar ao Brasil para cumprir sua pena”, afirmou Lula, que lamentou que “a direita aqui no Brasil diga que ele foi preso por uma pequena multa” quando, conforme explicou em entrevista aos meios digitais Brasil 247 e DCM e à 'Revista Fórum', a detenção estaria relacionada à sua condenação a 16 anos de prisão no Brasil por “golpista”.

Sua versão coincide com as informações coletadas pelo jornal “Folha”, segundo as quais a Polícia Federal brasileira afirma que o ex-deputado foi preso graças à cooperação policial internacional com as autoridades americanas.

Por outro lado, seu aliado Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência do Brasil e filho de Jair Bolsonaro, defendeu nas redes sociais que a prisão de Ramagem tem um motivo “puramente migratório”, ao mesmo tempo em que, segundo ele, “tem um pedido de asilo em andamento, conta com um sólido respaldo legal e espera-se que seja libertado em breve”.

“Estou convencido de que as autoridades americanas reconhecerão a validade desse pedido e compreenderão que Ramagem é apenas mais um preso político, vítima da mesma narrativa absurda que levou à prisão do meu pai”, acrescentou em uma mensagem compartilhada também por seu irmão Eduardo Bolsonaro, que se encontra desde fevereiro de 2025 nos Estados Unidos, para onde viajou para interceder em favor do pai, sem ter retornado desde então, alegando estar sendo perseguido pela Justiça, que em novembro daquele ano o acusou de obstruir a investigação sobre o golpe de Estado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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