Publicado 25/07/2026 22:56

Lula adverte sobre uma “dura derrota” para a interferência estrangeira após negar vistos a funcionários dos EUA

25 de julho de 2026, Campinas, São Paulo, Brasil: Campinas (SP), 25 de julho de 2026 — Política/Convenção/PT — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da convenção estadual do Partido dos Trabalhadores em São Paulo para indicar oficialmente Ferna
Europa Press/Contacto/Leandro Chemalle

MADRID 26 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, alertou que as tentativas de interferência estrangeira “sofrerão uma dura derrota nas urnas” após a decisão de seu governo de negar o visto a dois altos funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que o governo Trump planejava enviar para auditar o sistema eleitoral brasileiro.

“A qualquer estrangeiro que queira interferir nas eleições brasileiras, eu aviso que sofrerá uma dura derrota aqui nas eleições”, enfatizou o presidente brasileiro, durante um comício em apoio à candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo.

Lula afirmou que o país é soberano e que qualquer um que tente influenciar o processo eleitoral brasileiro “sofrerá uma dura derrota”, classificando a decisão da Casa Branca como “ingerência”.

“Que ninguém de fora venha meter o bedelho em nossas eleições. Não sou de fazer alarde, não gosto de prometer o que não posso cumprir, mas vou lhes dizer algo que carrego desde que nasci, algo que aprendi com uma mãe analfabeta: andar de cabeça erguida, ter vergonha e caráter, coisas que não se encontram no shopping nem no Mercado Livre. O caráter e o senso de vergonha são adquiridos desde o berço, aprendidos com o pai e a mãe”, proclamou diante de centenas de pessoas.

Essas declarações foram feitas depois que as autoridades brasileiras confirmaram a revogação dos vistos do subsecretário de Estado para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e do subsecretário adjunto, Samuel Samson, por considerarem que a visita deles tinha motivações políticas no contexto eleitoral.

Segundo a agência de notícias estatal brasileira, a intenção dos representantes norte-americanos era conversar com funcionários eleitorais para abordar a liberdade de expressão em relação às eleições de outubro.

Dessa forma, o questionamento sobre as urnas eletrônicas voltou a ganhar destaque depois que o recém-proclamado candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente condenado Jair Bolsonaro, divulgou informações falsas sobre as urnas eletrônicas brasileiras.

O Partido Liberal do Brasil escolheu formalmente, neste sábado, Flávio Bolsonaro como candidato à presidência para as eleições de outubro, ao final de uma convenção em São Paulo. O filho do ex-presidente conta com o apoio do presidente argentino, Javier Milei, que esteve presente no evento, e do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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