Publicado 29/08/2025 11:48

Lula adverte sobre a revelação da "face" do crime organizado no Brasil: "O ex-presidente deve ter cuidado".

Archivo - Arquivo - 25 de julho de 2025, Osasco, São Paulo, Brasil: Osasco (SP), 25 de julho de 2025 - Lula/SP/Nova Pac/Política - O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participa de cerimônia de anúncio das novas seleções da Pac 2025 - Perifer
Europa Press/Contacto/Leco Viana, Leco Viana

MADRID 29 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou que vai revelar quem faz parte do crime organizado, após uma megaoperação na quinta-feira contra a organização Primeiro Comando da Capital (PCC), e fez um alerta: "O ex-presidente deve ter cuidado", em referência a Jair Bolsonaro.

Lula da Silva está se referindo à relação da direita brasileira com as 'fintech' - empresas financeiras que utilizam novas tecnologias - em destaque por sua relação com o crime organizado, mas também com campanhas de desinformação por meio das redes sociais.

Após a presença dessas fintechs na grande operação de quinta-feira contra um esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro, as autoridades brasileiras alertaram que essas empresas terão que se submeter à legislação que rege as instituições bancárias tradicionais.

"Agora elas estarão sob um escrutínio mais rígido porque descobrimos que temos muitas pessoas ligadas ao crime organizado", disse ele, observando que a operação foi a mais importante da história do Brasil.

"Quem faz parte do crime organizado vai sair", disse o presidente brasileiro na sexta-feira em uma entrevista na Rádio Itatiaia, na qual também falou sobre a situação de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, que vem exigindo poder assumir seu lugar desde seu "exílio autoimposto" nos Estados Unidos.

Lula considera que não pode realizar seu trabalho como deputado no exterior, como foi confirmado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e outros parlamentares.

Ao mesmo tempo, apontou a necessidade de ele perder o mandato "porque vai ficar demonstrado que ele é o maior traidor da história", em referência à forma como supostamente manobrou desde que está nos Estados Unidos para reativar as ameaças tarifárias do presidente Donald Trump.

Sua chegada aos EUA no final de fevereiro para fazer campanha pela libertação de seu pai coincidiu com o interesse incomum de Trump pela situação judicial do ex-presidente, ao mesmo tempo em que insistia em taxar ainda mais as exportações brasileiras.

Isso levou a uma investigação policial e a uma subsequente denúncia contra ele por obstrução da justiça no caso relacionado ao golpe de 2023, cujo julgamento começa já na próxima semana.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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