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MADRID, 2 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro são responsáveis pela renovada intenção do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas de 25% às exportações do país e os acusou de serem “traidores da pátria”.
Lula responde assim à visita que Eduardo e Flávio Bolsonaro, este último pré-candidato às eleições de outubro de 2026, fizeram há alguns dias a Trump na Casa Branca, a quem também pediram que as duas maiores organizações criminosas do Brasil fossem classificadas como terroristas, conforme confirmado pouco depois.
“Esses filhos de Bolsonaro conseguem ser piores do que ele; na verdade, eles venderam a pátria”, afirmou Lula, que repreendeu os filhos do ex-presidente por se intrometerem nas negociações do governo com a Casa Branca.
“Eles foram pedir a um país estrangeiro que se intrometesse nas decisões do Brasil. São traidores (...) O que merecem os traidores da pátria que vão pedir a intervenção de um país em nosso povo?”, questionou Lula durante um evento realizado no município de Catalão, segundo o portal G1.
O Departamento de Comércio dos Estados Unidos propôs nesta segunda-feira aumentar em mais 25% as tarifas sobre as exportações brasileiras como retaliação às supostas dificuldades que o governo de Lula impõe ao comércio, bem como por outras questões como o desmatamento ilegal, a pirataria ou a corrupção.
Por sua vez, Flávio Bolsonaro declarou nesta terça-feira que, em seu encontro com Trump e outros altos funcionários, como o secretário de Estado, Marco Rubio, ou o vice-presidente JD Vance, pediu “explicitamente” que não o fizessem.
No entanto, Lula lembrou que “os filhos de Bolsonaro” já comemoraram as primeiras tarifas impostas em meados do ano passado e que chegaram até a pedir que autoridades brasileiras fossem incluídas nas listas de sanções.
Lula também aproveitou para criticar o secretário Rubio por sua suposta antipatia pelo Brasil e outros países da região. “Ele é anti-América Latina. Já disse ao Trump que ele não gosta do Brasil”, contou o presidente.
Nesta mesma terça-feira, perante a Comissão de Relações Exteriores do Senado, Rubio colocou o Brasil em uma lista de países que não são aliados dos Estados Unidos na região, ao lado de Cuba, Nicarágua, Venezuela e Colômbia.
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