Tânia Rêgo/Agencia Brazil/dpa - Arquivo
O presidente antecipa que discutirá as terras raras brasileiras com Trump MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta sexta-feira que está interessado em estabelecer um plano de colaboração com os Estados Unidos para combater o crime organizado em seu país, um assunto a ser abordado em sua próxima visita ao presidente Donald Trump na Casa Branca, prevista para março.
“Quero ir aos Estados Unidos porque, já que o presidente Trump diz que quer combater o tráfico internacional de drogas e o crime organizado na Venezuela, eu também quero combater isso no Brasil”, disse ele em entrevista à revista India Today, durante sua participação na cúpula de Inteligência Artificial (IA) na Índia.
Lula enfatizou que deseja tratar “cara a cara” este e outros assuntos com Trump, incluindo a exploração de minerais críticos e terras raras. O Brasil possui a terceira maior reserva mundial desses recursos, com 21 milhões de toneladas métricas, embora sua produção em 2023 tenha atingido apenas 80 toneladas. No entanto, ele esclareceu que abordará essa questão de “forma soberana” para que todo o processo de transformação desses recursos, por meio de sua exploração e aproveitamento, beneficie o país. “E vamos vendê-los a quem quiser”, explicou. Lula, por outro lado, voltou a questionar a maneira como o presidente Trump costuma usar as redes sociais, por isso deixará registro de todas essas questões por escrito diante do “receio de que o vento possa distorcer as palavras”. No entanto, ele garantiu que se sente “otimista” com essa reunião.
Com relação à Venezuela, Lula considerou “inaceitável” que um chefe de Estado estrangeiro ordene a invasão de outro país e capture o presidente. “Não há explicação para isso, isso não é aceitável”, reiterou.
Da mesma forma, ele apontou que agora a “prioridade” é “consolidar o processo democrático” naquele país, uma tarefa que cabe exclusivamente, ressaltou, aos seus próprios cidadãos. “Espero que a questão venezuelana possa ser resolvida pelo próprio povo da Venezuela e não pela interferência estrangeira de qualquer outra nação”, afirmou.
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