Publicado 03/08/2025 17:36

Lula está aberto a negociar com os EUA, desde que isso ocorra em "termos iguais".

25 de julho de 2025, Osasco, São Paulo, Brasil: Osasco (SP), 25 de julho de 2025 - Lula/SP/Nova Pac/Política - O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participa de cerimônia de anúncio das novas Seleções da Pac 2025 - Periferia Viva - Urbanizaçã
Europa Press/Contacto/Leco Viana, Leco Viana

MADRID 3 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, declarou que o Brasil está aberto a negociar com Donald Trump, mas somente se seu país receber tratamento igual ao dos Estados Unidos, e reiterou que não cederá à pressão política do presidente norte-americano.

"Nós queremos negociar. Queremos negociar em termos iguais", disse Lula no domingo em um evento do Partido dos Trabalhadores, de esquerda, em Brasília. "Apoiaremos nossas empresas, defenderemos nossos trabalhadores e diremos a eles: 'Olha, quando vocês estiverem prontos para negociar, nossas propostas estarão sobre a mesa'", acrescentou.

Em julho, Trump colocou o Brasil no centro de sua guerra comercial global, ameaçando impor tarifas de 50% sobre seus produtos, a menos que o Supremo Tribunal Federal rejeitasse imediatamente o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta julgamento por tentativa de golpe após sua derrota nas eleições de 2022.

Na semana passada, os EUA adiaram o aumento das tarifas, que deveria entrar em vigor em 1º de agosto, isentando vários produtos de taxas mais altas, mas também impuseram sanções ao Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que supervisiona os casos legais de Bolsonaro e entrou em conflito com as empresas de mídia social dos EUA.

Trump declarou na sexta-feira que Lula pode ligar para ele, uma declaração que o ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, saudou como um passo à frente. Haddad disse que em breve falará com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sobre tarifas e sanções contra Moraes, informa a Bloomberg.

Embora no domingo tenha demonstrado sua disposição para conversar, o líder esquerdista também manteve seu tom desafiador em relação aos Estados Unidos, dizendo que era "inaceitável" "tentar usar uma questão política para nos impor sanções econômicas" e reiterou sua alegação de que Trump está tentando perturbar o multilateralismo global.

Lula também disse que não cederia em seus esforços para desenvolver alternativas ao dólar no comércio exterior, outra questão que irritou Trump, mesmo que o bloco BRICS de países de mercados emergentes, do qual o Brasil faz parte, tenha feito pouco progresso na questão.

"O Brasil hoje não é tão dependente dos Estados Unidos como costumava ser", disse ele. "Não vou subestimar a importância de nossa relação diplomática com os Estados Unidos. Mas, de agora em diante, eles precisam saber que temos questões a negociar. Temos tamanho, temos uma posição, temos interesses econômicos e políticos a serem levantados", advertiu.

As declarações de Lula coincidiram com marchas de apoiadores de Bolsonaro nas principais cidades contra o governo e Moraes, a quem o ex-presidente acusou de persegui-lo politicamente e a seus aliados de direita.

Multidões se reuniram nas principais ruas do Rio de Janeiro, Brasília e outras cidades, com uma marcha adicional planejada na principal avenida de São Paulo à tarde.

Bolsonaro não participará das marchas devido às restrições impostas a ele no mês passado por Moraes, que o proíbem de sair de casa à noite e nos fins de semana.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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