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MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, recebeu nesta quinta-feira uma delegação liderada pelo enviado especial dos Estados Unidos ao país, John Coale, a quem pediu que “abordasse não apenas as questões relacionadas à Ucrânia, mas também as regionais e globais”, à medida que cresce a tensão geopolítica mundial.
Lukashenko indicou, assim, que a agenda “já foi discutida com antecedência e definida previamente”. “Portanto, como sempre, estou disposto a discutir qualquer tema e a responder a qualquer problema. Mas peço que abordem os problemas regionais, e não apenas os da Ucrânia ou do Oriente Médio, mas também os globais”, afirmou, segundo um comunicado divulgado pela Presidência bielorrussa.
“Acredito que meu ponto de vista sobre as questões globais, especialmente a situação no Oriente Médio, será importante para vocês, já que estão lutando contra nossos aliados. E estou disposto a falar com franqueza sobre esse assunto”, afirmou o líder bielorrusso durante um encontro em Minsk, a capital.
Ao ser questionado pelo próprio Coale sobre a ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, Lukashenko pediu expressamente que sua posição fosse transmitida ao presidente americano, Donald Trump. “Apesar de certos erros, na minha opinião, cometidos pelos Estados Unidos, continuo apoiando seu presidente”, esclareceu.
Esta é uma nova rodada de contatos entre as partes, que ocorre após vários encontros entre Lukashenko e Cole, o último deles em dezembro de 2025. Cole foi nomeado por Trump para ocupar o cargo em novembro daquele mesmo ano, com a dupla missão de continuar aproximando as relações com o presidente do país e grande aliado de Vladimir Putin, e dar continuidade às negociações para a libertação de presos políticos.
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