Publicado 16/06/2026 08:50

Lukashenko pede desculpas a Zelenski após troca de ameaças: "Ele está sob pressão, é jovem e inexperiente"

CAZAQUISTÃO, ASTANA - 30 DE MAIO DE 2026: O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, participa de uma reunião ampliada do Conselho Econômico Supremo da Eurásia no Palácio da Independência
Europa Press/Contacto/Sergei Bobylev

MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, pediu desculpas ao seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelenski, após a troca de declarações bombásticas das últimas semanas, que incluíram ameaças de ataques por ambas as partes, e alegou que o líder ucraniano “está sob pressão, é jovem e inexperiente”.

“Talvez eu tenha exagerado em algum ponto, mas foi uma resposta às suas declarações inadequadas (...) Se Vladimir Aleksandrovich se sentiu ofendido, peço desculpas por essas palavras", justificou-se o presidente bielorrusso em entrevista à edição em inglês da emissora saudita Al Arabiya.

Lukashenko afirmou que “talvez” não devesse ter respondido às “ameaças” e “provocações” de Zelenski, já que, “afinal de contas”, está no meio de uma guerra. "Este homem está sob pressão, é jovem, inexperiente, não é militar", observou.

As palavras de Zelenski às quais Lukashenko se refere datam do final de maio. O Exército ucraniano, em um momento em que Kiev insistia que Minsk estaria prestes a participar diretamente da guerra com a Rússia, declarou ter identificado 500 alvos caso a Bielorrússia desse esse passo.

“Os primeiros 500 alvos já estão marcados”, disse o comandante Robert Brovdi, comandante de um batalhão das Forças Armadas ucranianas especializado no uso de drones, que se referiu a Lukashenko com o termo ‘gauleiter’, termo com o qual os nazistas designavam os líderes regionais.

O líder da Bielorrússia relembrou essas palavras durante a entrevista e argumentou que se viu “obrigado” a responder quando começou a ser ameaçado de forma tão direta, estendendo sua própria ameaça de atacar território ucraniano.

No entanto, ele reiterou que seu país não tem qualquer intenção de atacar a Ucrânia. “Não devem esperar nenhuma ação militar por parte da Bielorrússia, nem especialmente por minha parte”, disse Lukashenko, que, no entanto, instou seu homólogo ucraniano a evitar as “provocações”.

“Há muitas pessoas na Bielorrússia que desejam a paz tanto quanto ele e os ucranianos”, afirmou ele após enumerar as “propostas” que ele próprio apresentou a Zelenski para evitar que essa guerra ocorresse.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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