Publicado 06/07/2026 07:46

Lukashenko insiste em manter a Bielorrússia fora da guerra na Ucrânia: “Ninguém será enviado para esse massacre”

O presidente bielorrusso critica a “hipocrisia” da UE por “declarar seu compromisso com a paz, mas se envolver na militarização por meio da OTAN”

Archivo - Arquivo - O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, em uma foto de arquivo.
Europa Press/Contacto/Alexander Kazakov - Arquivo

MADRID, 6 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, reiterou nesta segunda-feira que o país continuará sem se envolver na invasão russa da Ucrânia e enfatizou que “ninguém será enviado para esse massacre”, já que Minsk “não precisa da guerra para nada” e apoia “uma resolução pacífica”.

“Alguns políticos ocidentais simplesmente se sentem irritados com nossa independência e autonomia, além de nossa aliança com a Rússia e nosso compromisso com uma solução pacífica que ponha fim ao conflito na Ucrânia”, afirmou Lukashenko, segundo informações coletadas pela agência estatal de notícias BelTA.

Assim, ele ressaltou que, mais uma vez, a Bielorrússia “não enviará ninguém para esse massacre”. “É ruim que haja uma guerra na Ucrânia e apoiamos seu fim, mas, como já disse anteriormente, aqueles que defendem a guerra no âmbito internacional não querem isso”, esclareceu.

Nesse sentido, ele acusou países terceiros de instigar a guerra e de “favorecer” seu prolongamento, ao mesmo tempo em que criticou a “hipocrisia” da União Europeia por “declarar seu compromisso com a paz, mas se envolver abertamente na militarização por meio da OTAN”.

“Milhares de milhões estão sendo gastos na compra de armas. Enquanto isso, espalha-se a histeria ao se falar de uma suposta ameaça imaginária vinda do leste”, observou o presidente. “É evidente que os herdeiros do Terceiro Reich são atormentados por dores fantasmagóricas decorrentes dos fracassos militares de seus avós e bisavós. A sede de vingança os persegue”, ressaltou.

Além disso, ele enfatizou que os bielorrussos “aprenderam muito bem as lições da história”. “O povo bielorrusso é pacífico; não gostamos de lutar, mas também não temos a menor intenção de nos curvar diante do inimigo”, argumentou.

“O conflito na Ucrânia continua sendo a principal fonte de tensão na região”, afirmou, não sem antes acusar a comunidade internacional de desencadear uma “guerra híbrida” contra o país por meio da “ditadura econômica, da pressão política e da espionagem ativa”.

SOBERANIA E ARMAMENTO

O presidente bielorrusso enfatizou, por sua vez, a importância de contar com um bom armamento para que o país seja “totalmente soberano”. “Um país só poderá ser soberano, especialmente agora, se contar com um Exército bem armado, dedicado à defesa de seu povo e de seu Estado, com verdadeiros profissionais”, destacou.

É por isso que ele especificou que a Bielorrússia vem gastando, há anos, grandes somas de dinheiro na “construção, desenvolvimento e fortalecimento das Forças Armadas como principal garantia de sua integridade territorial”. “A implantação dos sistemas de mísseis ‘Oreshnik’ tornou-se um fator significativo para a contenção”, destacou.

“Essas armas aumentam significativamente nossa capacidade de defesa, mas não estamos nos gabando disso. Não estamos mencionando isso para assustar ninguém, mas é preciso entender que esse armamento não é lixo trazido para a Bielorrússia”, observou, antes de exortar terceiros a agirem com “cabeça fria”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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