Europa Press/Contacto/Alexander Kazakov
MADRID 25 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, informou nesta quinta-feira que se reuniu com uma delegação ucraniana em Minsk para discutir o aumento das tensões entre os dois países e que lhes transmitiu a necessidade de se entenderem. “Se nos arrastarem para a guerra, será uma guerra completamente diferente”, afirmou.
Lukashenko revelou que “recentemente” “representantes” de seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelenski, a quem ele repreendeu pelas últimas declarações, que parecem motivadas pelo interesse dele em “arrastá-los” para a guerra, segundo informou a agência de notícias Belta.
“Eu disse a eles diretamente: ‘rapazes, digam ao seu presidente que, se ele acha que pode falar assim conosco e depois nos arrastar para a guerra, ele precisa entender que a natureza da guerra mudará imediatamente. Será uma guerra completamente diferente”, lembrou Lukashenko em um encontro com o governador de Moscou, Andrei Vorobiov.
Lukashenko garantiu que, na Ucrânia, “eles entendem isso” e, por isso, incentivou as partes a chegarem a um entendimento. “Não há necessidade de fazer barulho, nem de gritar, nem de tentar dar um soco na cara de ninguém”, disse o líder bielorrusso, que defendeu a “posição pacífica” de seu país em todo esse conflito.
“Não precisamos de guerra. Temos território suficiente, economia suficiente e problemas suficientes. Portanto, nada de confronto. Não há necessidade de provocar distúrbios aqui”, destacou Lukashenko, que, no entanto, afirmou que “em qualquer situação” seu apoio será sempre à Rússia.
Nas últimas semanas, a relação tensa entre os dois países se agravou ainda mais, incluindo ameaças entre as partes. Zelenski acusou a Bielorrússia de ceder ao belicismo da Rússia, algo que Lukashenko nega. Enquanto isso, Moscou acusa Kiev de querer envolver seu aliado no conflito e advertiu que está disposta “a adotar todas as medidas” para garantir sua segurança.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático