Tomás Alonso - Europa Press
Ele coloca Óscar Puente como exemplo de transparência e prefere não entrar em polêmicas com o PP sobre o acidente de Ademuz MADRID 22 jan. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Transformação Digital e da Função Pública, Óscar López, afirmou que a transferência do serviço Rodalies para a Generalitat da Catalunha “está sendo discutida”, mas salientou que "não é momento para alimentar polêmicas", após as críticas do presidente do ERC, Oriol Junqueras, à gestão do serviço ferroviário após o acidente ocorrido em Gelida (Barcelona).
Nesse contexto, Junqueras criticou nesta quarta-feira “a falta de investimento e a negligência do Estado” em Rodalies e exigiu a transferência total do serviço para a Catalunha, após a suspensão de toda a circulação da rede devido ao acidente em que morreu um maquinista. Além disso, o Junts per Catalunya solicitou a comparecência “urgente” do ministro dos Transportes, Óscar Puente, no Parlamento para dar explicações sobre o que aconteceu na Rodalies.
Perante estas declarações, López reconheceu numa entrevista à Telecinco que esta transferência de competências “está a ser discutida”, mas salientou que “neste momento não é altura para alimentar polémicas”, mas sim para se concentrar no acompanhamento das vítimas e em garantir a máxima transparência.
Além disso, o ministro lembrou que o presidente do Governo, Pedro Sánchez, compareceu na segunda-feira e deixou “duas ideias muito claras sobre a mesa”. Em primeiro lugar, “o máximo apoio, absoluto e permanente às vítimas e seus familiares” e, em segundo lugar, um compromisso de “transparência absoluta”.
“É claro que reiteramos a solidariedade e as condolências e, como disse o presidente do Governo, estaremos com as vítimas agora e sempre, acompanhando-as”, afirmou López, ao se referir tanto ao acidente ferroviário de Gelida quanto à tragédia ocorrida em Adamuz, onde 43 pessoas morreram.
ÓSCAR PUENTE COMO “EXEMPLO DE TRANSPARÊNCIA”
Nesse contexto, o ministro citou como exemplo a atuação do ministro dos Transportes, Óscar Puente, a quem atribuiu uma política de “transparência absoluta”. “É isso que o ministro está fazendo, comparecendo permanentemente para esclarecer todas as dúvidas que podem ser esclarecidas e para que a opinião pública tenha todas as informações”, afirmou.
Além disso, López destacou que Puente atendeu a mídia em várias ocasiões ao longo do dia, incluindo uma aparição no final do dia, na qual respondeu a “todas as perguntas que lhe foram feitas”. “Para evitar problemas futuros, é preciso saber o que aconteceu, e acredito que o governo está sendo absolutamente transparente”, insistiu.
SOBRE O PP, FICA COM A COOPERAÇÃO INSTITUCIONAL
O ministro também destacou a coordenação entre as administrações após os acidentes, sublinhando a colaboração e a comunicação mantidas em todos os momentos com a Junta de Andaluzia após o ocorrido em Adamuz. No entanto, o titular da Função Pública admitiu que já há “algumas primeiras declarações entrando na polêmica” por parte do Partido Popular, mas que fica com “o tom de respeito às vítimas” e com a cooperação institucional.
Questionado sobre a reunião entre Sánchez e o líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, que foi suspensa após a tragédia, López assegurou que não tem conhecimento de que exista uma nova data marcada para esse encontro.
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