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MADRID 6 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo do Reino Unido condenou "veementemente" nesta quinta-feira a sentença de 19 anos de prisão proferida por um tribunal russo a um cidadão britânico acusado de ser um "mercenário" que lutou com as forças ucranianas como parte da ofensiva na província russa de Kursk, onde foi capturado.
O Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha disse que o cidadão britânico, James Anderson, foi acusado de "acusações forjadas" e argumentou que "prisioneiros de guerra não podem ser processados por participarem de hostilidades" de acordo com a lei internacional.
"Exigimos que a Rússia respeite essas obrigações, inclusive as estabelecidas nas Convenções de Genebra, e pare de usar prisioneiros de guerra para fins políticos e de propaganda", diz um comunicado enviado à Europa Press.
Um porta-voz da pasta diplomática garantiu que o governo de Keir Starmer "permanece em contato próximo" com a família de Anderson. "Estamos prestando apoio consular", acrescentou.
A justiça russa o considerou culpado de cometer "crimes" contra civis em Kursk depois de obter "provas suficientes" que apontavam para o envolvimento do cidadão britânico, que havia sido acusado de terrorismo e atividades "mercenárias".
O Comitê Investigativo Russo disse que Anderson passará os primeiros cinco anos na prisão, enquanto o restante da sentença será cumprido em uma colônia prisional. O julgamento de Anderson, que durou três dias, foi realizado a portas fechadas.
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