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MADRID, 3 jun. (EUROPA PRESS) -
Os serviços de inteligência do Reino Unido apontaram nesta quarta-feira para “erros contínuos” da Força Aérea Russa em seus bombardeios contra a Ucrânia e destacaram que os mesmos teriam tido “consequências destrutivas e letais” para a população russa devido ao impacto das munições contra o território do país easiático e zonas ucranianas sob ocupação.
Assim, eles se fizeram eco de informações publicadas recentemente pelo meio de comunicação russo Astra, segundo as quais a Rússia teria lançado 25 bombas em território russo e na zona ocupada da Ucrânia até o momento em 2026, com uma morte em 16 de maio em Dubovoye. Além disso, em 2025 foram registrados 143 incidentes desse tipo, contra 165 em 2024.
“A Força Aérea russa realiza atualmente mais de 200 voos por dia contra a Ucrânia, com uma média de 180 a 250 lançamentos de munições planadoras por dia, dependendo das condições meteorológicas”, explicaram os serviços de inteligência britânicos.
Nesse sentido, eles ressaltaram que esse tipo de erro “demonstra falhas contínuas na capacidade da Rússia de empregar com sucesso suas munições contra os alvos estabelecidos”, de acordo com um comunicado publicado pelo Ministério da Defesa do Reino Unido nas redes sociais.
“Esses erros têm consequências destrutivas e letais para a população russa”, afirmaram, ao mesmo tempo em que ressaltaram que “provavelmente ocorrem devido a uma combinação de procedimentos inadequados na preparação da aeronave antes da decolagem e uma execução deficiente da tripulação durante as missões”.
Por fim, destacaram que “a frequência desse tipo de incidente provavelmente demonstra um certo grau de fadiga entre o pessoal aéreo e terrestre da Força Aérea, ao mesmo tempo em que expõe um treinamento militar inadequado”, em plena guerra desencadeada em fevereiro de 2022 pela ordem de invasão da Ucrânia assinada pelo presidente russo, Vladimir Putin.
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