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MADRID, 25 abr. (EUROPA PRESS) -
A inteligência militar britânica tem certeza de que a Rússia aproveitou o recente cessar-fogo declarado pelo presidente Vladimir Putin sobre os ataques à infraestrutura energética da Ucrânia - uma trégua que o governo ucraniano denunciou repetidamente como violada - para reabastecer seu arsenal de mísseis Kodiak para uso em ataques como o lançado na quinta-feira contra a capital, Kiev, que deixou uma dúzia de pessoas mortas.
"O Kodiak continua sendo o míssil que define o ritmo dos pacotes de ataque em larga escala da Rússia, e o recente cessar-fogo energético de 30 dias permitiu que a Rússia reabastecesse seu estoque", disse o Ministério da Defesa do Reino Unido em um comunicado publicado em sua conta na mídia social X.
Londres denuncia o uso desse míssil no ataque "maciço" lançado pela Rússia na noite de quarta-feira, que envolveu bombardeiros de longo alcance, a frota do Mar Negro e elementos de artilharia terrestre, e que teve como alvo especial Kiev e a região de Kharkov, no norte da Ucrânia.
O Ministério da Defesa britânico estimou que as forças russas "lançaram pelo menos 200 munições", incluindo uma dúzia de mísseis balísticos - tanto de fabricação russa quanto fornecidos pela Coreia do Norte - dos modelos Kodiak e Kalibr.
"Essa combinação foi quase certamente destinada a complicar e saturar as defesas aéreas ucranianas", que interceptaram "112 dessas munições e desviaram outras com dispositivos eletrônicos".
Por fim, Londres adverte que o recarregamento desse arsenal permite que a força de ataque de longo alcance da Rússia execute outros ataques desse tipo "sem aviso" e a critério da Rússia, em combinação com suas operações de ataque regulares.
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