Publicado 20/03/2026 11:23

“Lobo Menor”, suposto mandante do assassinato do candidato Villavicencio, chega ao Equador

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 8 de agosto de 2023, Equador, Quito: O ex-deputado e candidato à presidência Fernando Villavicencio gesticula em frente à Procuradoria-Geral da República. O candidato à presidência do Equador, Fernando Villavicencio, foi mo
Rodrigo Buendia/La Nacion Via Zu / Dpa - Arquivo

MADRID 20 mar. (EUROPA PRESS) -

O ministro do Interior do Equador, John Reimberg, informou sobre a chegada de Ángel Esteban Aguilar, conhecido como “Lobo Menor”, a Guayaquil, na noite desta quinta-feira, após ele ter sido detido no México por sua suposta ligação com o assassinato do candidato à presidência Fernando Villavicencio, em agosto de 2023.

“Mais um peixe graúdo cai”, comemorou Reimberg, compartilhando em suas redes sociais imagens da chegada de Aguilar, enteado de Wilmer Chavarría, conhecido como “Pipo”, chefe da gangue criminosa Los Lobos, detido na Espanha em novembro de 2025 e ainda aguardando extradição para o Equador.

Reimberg se referiu a “Lobo Menor” como “um dos criminosos mais procurados do continente” americano. “Ele é apontado como uma peça fundamental na estrutura criminosa de Los Lobos e tem mandados de prisão em vigor por homicídio, tráfico de drogas, extorsão e fuga da justiça”.

“Escondam-se onde quiserem, nós os encontraremos e prenderemos”, afirmou, sem deixar de mencionar que, em 2022, aproveitando-se da liberdade condicional concedida, ele fugiu para a Colômbia e depois para o México, onde pretendia se estabelecer com uma identidade falsa e “permanecer impune”.

“'Lobo Menor', você pode uivar no Encuentro, que está esperando por você”, disse o ministro do Interior, referindo-se à prisão de segurança máxima recém-construída, localizada na província de Santa Marta, inspirada no projeto carcerário mediático do Cecot do presidente salvadorenho, Nayib Bukele.

“PROVAVELMENTE O MATARÃO NA PRISÃO”

Por sua vez, a defesa de Aguilar alertou que “provavelmente o matarão na prisão”, em meio às supostas irregularidades ocorridas durante sua detenção, entre elas sua extradição para o Equador.

“Nunca se pode realizar uma expulsão se não houver certos requisitos legais (...) É vergonhoso que a Colômbia, como Estado supostamente soberano, tenha entregue este senhor violando tratados internacionais”, criticou o advogado de Aguilar, Gustavo Salazar, em entrevista à Caracol Radio.

Salazar enfatizou que houve prevaricação durante o processo e que, além disso, “a lei diz que não se pode expulsar uma pessoa quando sua vida corre perigo”, razão pela qual denunciaram a Interpol e o presidente colombiano, Gustavo Petro.

O atentado contra a vida de Villavicencio, a apenas onze dias das eleições, revelou o grave problema de segurança em que o Equador havia caído nos últimos tempos, depois de ter sido considerado um dos países mais seguros da região durante as duas primeiras décadas do ano 2000.

Por esse crime, cinco pessoas já foram condenadas como autores materiais, entre elas Edwing Angulo, conhecido como “Invisible”, apontado como um dos líderes da organização criminosa Los Lobos, bem como o assassino de aluguel Jules Osmil C., um dos autores materiais, que delatou Aguilar antes de ser assassinado em sua cela.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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