Publicado 07/07/2026 08:05

O C-LM comparecerá à reunião para debater o novo financiamento autônomo, mas votará contra: “É um absurdo”

Archivo - Arquivo - O primeiro vice-presidente do Governo regional, José Luis Martínez Guijarro.
DAVID ESTEBAN GONZALEZ/JCCM - Arquivo

TOLEDO 7 jul. (EUROPA PRESS) -

O Governo de Castela-La Mancha participará da reunião do Conselho de Política Fiscal e Financeira no dia 29 de julho para discutir a reforma do sistema de financiamento das regiões autônomas, mas votará contra, pois considera um “absurdo” que a proposta conte apenas com o apoio de uma única comunidade autônoma, o que evidencia que esse modelo foi concebido “única e exclusivamente” para favorecer a Catalunha.

Foi o que afirmou seu primeiro vice-presidente, José Luis Martínez Guijarro, ao responder a perguntas da imprensa durante a coletiva de imprensa para apresentar um balanço da atuação do Governo de Emiliano García-Page ao longo dos três anos desta XI legislatura.

“Nós nos oporemos com absoluta veemência” se, por fim, o Ministério da Fazenda levar essa proposta ao Conselho de Política Fiscal e Financeira, enfatizou o vice-presidente de Castela-La Mancha, que assegurou que Castela-La Mancha tem “experiências ruins” quando decisões estratégicas são tomadas com o apoio de apenas um partido político.

Conforme ele insistiu, “se essa decisão se concretizar, estaria sendo aprovado um novo modelo de financiamento das comunidades autônomas com o apoio de uma única comunidade autônoma”, algo que o governo de Emiliano García-Page considera “uma verdadeira barbaridade” e “uma aberração”.

“Há apenas uma comunidade autônoma a favor. Portanto, o razoável é que não se tome a decisão de aprovar esse modelo e, consequentemente, encaminhá-lo ao Congresso dos Deputados”.

José Luis Martínez Guijarro insistiu que Castela-La Mancha está “absolutamente contra” um modelo que “tem como único objetivo” estabelecer uma série de privilégios para um território às custas dos demais.

Dito isso, o primeiro vice-presidente se opôs a um modelo de “dezessete agências tributárias”, cada uma atuando de forma mais ou menos autônoma. “Acreditamos que o financiamento deve contar com o conjunto das comunidades autônomas”.

Se o Conselho for convocado, Castela-La Mancha estará presente — antecipou Martínez Guijarro —, porque “temos a obrigação de comparecer e transmitir a opinião do Governo de Castela-La Mancha, que será categórica”, ressaltou Martínez Guijarro, que afirmou que, se esse modelo for submetido a votação, a região votará contra.

Dessa forma, ele instou as demais comunidades autônomas a explicar qual é sua proposta de modelo de financiamento, ao mesmo tempo em que observou que “o mais prudente” seria iniciar um debate no âmbito do Conselho de Política Fiscal e Financeira para tentar chegar a um acordo com o maior número possível de comunidades autônomas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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