Europa Press/Contacto/Yauhen Yerchak
MADRID 4 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades lituanas não descartaram que os danos sofridos por sua Embaixada em Kiev no último sábado, durante uma série de ataques russos, tenham sido deliberados, como mais uma forma da Rússia de pressionar os aliados da Ucrânia.
“Também não se pode descartar essa possibilidade, embora ainda não possamos afirmar isso com certeza”, afirmou nesta terça-feira o ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Kestutis Budrys, durante uma entrevista à emissora pública LRT.
Na madrugada de sexta-feira para sábado, a Rússia lançou um ataque contra Kiev, que matou nove pessoas e deixou cerca de trinta feridos. Embora Moscou tenha alegado que o alvo era um centro onde eram fabricados componentes para mísseis e armamento ucraniano, os bombardeios danificaram as instalações da Embaixada da Lituânia.
Budrys explicou que o alvo mais próximo da sede diplomática e que “a Rússia tenta atingir constantemente” é uma usina elétrica localizada a um quilômetro e meio de distância. “Todo o resto é zona residencial”, destacou.
Nesse sentido, o ministro destacou que as forças russas utilizaram mísseis supersônicos Zircon, projetados para atacar navios. “São armas aterrorizantes. Não temos a menor ideia do que estavam mirando, pois não há nada na área”, disse ele.
“Talvez o objetivo fosse pressionar, intimidar, mas posso dizer que fracassou completamente”, destacou, ao mesmo tempo em que confirmou que ainda não foi recebido um pedido formal de desculpas por parte do Kremlin, que se isentou de responsabilidade com o argumento de que a Lituânia havia sido avisada dos ataques que se abatiam sobre Kiev.
Foi isso que Budrys concluiu, segundo explicou, a partir da audiência com o representante russo em Vilnius, que foi convocado à sede do Ministério das Relações Exteriores para receber uma reclamação formal sobre os fatos. “Não houve desculpas”, relatou.
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