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MADRID 11 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo da Lituânia alertou nesta quinta-feira que prevê “ações hostis” da Rússia e, por isso, ordenou ao Serviço de Segurança que reforce a defesa dos centros estratégicos, sem descartar a possibilidade de participação das Forças Armadas caso seja necessário.
“Não se pode descartar que, para aumentar as tensões na região, a Rússia esteja planejando ações hostis ou provocações contra instalações nos países bálticos”, afirmou o ministro do Interior, Vladislav Kondratovich.
O Ministério do Interior e o Serviço de Segurança implementarão novas medidas para reforçar a segurança das principais infraestruturas críticas e dos centros estratégicos do país, num momento em que parecem ter aumentado os incidentes no Báltico relacionados à guerra na Ucrânia.
Nos últimos tempos, tem sido constante a presença de drones ucranianos no espaço aéreo dos países bálticos ou da Finlândia, os quais teriam sido desviados pela Rússia. Na Estônia, há algumas semanas, um caça romeno que participa da missão de vigilância aérea da região liderada pela OTAN abateu um desses projéteis.
A Rússia denunciou há um mês que a Letônia permitiu que a Ucrânia utilizasse seu território para lançar ataques com drones, alegação negada por ambos. Nesse sentido, o comunicado divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério do Interior da Lituânia enfatizou que se trata de “acusações infundadas” para justificar possíveis ações de retaliação.
“Essa retórica cada vez mais agressiva visa desviar a atenção dos fracassos na frente de batalha e abalar a determinação dos aliados da Ucrânia em continuar a lhe dar apoio”, destacou o Ministério do Interior em seu comunicado.
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