Europa Press/Contacto/Attila Husejnow - Arquivo
MADRID 3 fev. (EUROPA PRESS) - As autoridades da Lituânia anunciaram nesta terça-feira a abertura de uma investigação no país em relação aos cidadãos lituanos envolvidos na rede pedófila do empresário e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, após a publicação de três milhões de documentos com diferentes elementos da suposta trama.
Em comunicado conjunto, a Procuradoria-Geral e a Polícia da Lituânia informaram sobre uma “investigação preliminar” pelos supostos crimes de “tráfico de pessoas” relacionados aos cidadãos da República da Lituânia envolvidos na rede de Epstein, “após uma avaliação mais detalhada” dos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
As instituições lituanas justificam esta medida “após constatar que uma investigação objetiva e exaustiva das circunstâncias cuja legalidade gera dúvidas, bem como a cooperação jurídica internacional, só é possível durante a investigação preliminar”.
Nesse sentido, elas indicam que estão avaliando as informações publicadas, “analisando a base legal e compartilhando informações com parceiros”. Além disso, instam aqueles que tenham informações valiosas ou que tenham sido vítimas desses possíveis crimes a entrarem em contato com as autoridades policiais.
Esta medida surge depois de nos documentos do falecido pedófilo terem aparecido países da Europa Oriental como local de captação de vítimas. A Polónia anunciou uma equipa de trabalho específica para tratar dos possíveis tentáculos da trama no país e, embora ainda não tenha lançado uma investigação oficial, indicou que tomará medidas para que os responsáveis sejam eficazmente perseguidos.
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, indicou que, se necessário, Varsóvia solicitará aos Estados Unidos acesso aos arquivos que não foram revelados e que “possam se referir a possíveis vítimas polonesas ou a vestígios poloneses” no caso.
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