Publicado 17/03/2025 07:34

Lituânia culpa a inteligência russa pelo incêndio na loja da IKEA em maio de 2024

Fachada de uma loja Ikea, 6 de março de 2025, em Barcelona, Catalunha (Espanha).
David Zorrakino - Europa Press

MADRID 17 mar. (EUROPA PRESS) -

O Ministério Público da Lituânia concluiu que o incêndio que destruiu uma loja da empresa sueca de móveis IKEA nos arredores de Vilnius em maio de 2024 foi obra de dois cidadãos ucranianos que trabalhavam para os serviços de inteligência russos.

Um desses suspeitos já está sob custódia na Polônia, enquanto o segundo está sob custódia na Lituânia desde maio, acusado de vários crimes, inclusive de cometer um ato terrorista, e será julgado. O Ministério Público, que já concluiu a investigação preliminar, indicou que ele era menor de idade na época do suposto ataque.

O promotor Arturas Urbelis disse à mídia que a Rússia é, de fato, o cérebro por trás da operação e que a escolha da IKEA não é acidental, pois a empresa sueca já havia reduzido suas operações em solo russo na esteira da invasão militar da Ucrânia, informa a emissora pública LRT.

O objetivo final de tais atividades, que também poderiam ser estendidas a outros países bálticos, era espalhar o medo entre a população e pressionar as autoridades locais e até mesmo a União Europeia a mudar suas respectivas posições sobre o conflito na Ucrânia.

Assim, de acordo com o Ministério Público, os criminosos reuniram informações sobre possíveis alvos e planejaram durante meses o ataque à loja, onde esconderam um dispositivo incendiário que foi programado para explodir na madrugada de 9 de maio de 2024.

O suspeito, que já estava planejando outro ato terrorista, foi preso em 13 de maio na cidade lituana de Panevezys, supostamente a caminho da capital da Letônia, Riga.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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