Publicado 02/04/2025 08:25

A Lituânia está convencida de que os EUA não abandonarão a segurança da Europa, apesar das palavras de Trump

Archivo - Arquivo - 20 de janeiro de 2025, Berlim: O ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Kestutis Budrys, fala durante uma coletiva de imprensa com a ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, no Ministério Federal das Rela
Kay Nietfeld/dpa - Arquivo

MADRID 2 abr. (EUROPA PRESS) -

Autoridades da Lituânia expressaram sua convicção de que os Estados Unidos não abandonarão a estrutura de segurança da Europa, como Donald Trump vem alertando desde que retornou à Casa Branca, se os parceiros da OTAN não atenderem às suas exigências de gastos com defesa. "Eles estarão conosco", disseram.

O ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Kestutis Budrys, explicou que o sucesso dessa cooperação depende precisamente do cumprimento dessas metas de gastos com segurança. "Ao fazer isso, devemos envolver os americanos no planejamento de dissuasão e defesa para a área euro-atlântica", disse ele.

Budrys destacou que, embora a Europa tenha comprometido "uma parte significativa" de suas capacidades para ajudar a Ucrânia, isso não foi suficiente para a Ucrânia ou para o continente, e a presença dos EUA é necessária.

"Quando vimos o estado de nossas reservas, estoques e capacidades militares, tivemos que contar com a liderança e os recursos americanos porque a Europa simplesmente não os tinha", lembrou ele em uma entrevista ao portal de notícias ucraniano RBC.

Ele criticou o fato de que nem todos os parceiros da Aliança estão fazendo tanto para atingir esses objetivos quanto a Lituânia e seus vizinhos, disse ele. "Ainda temos que jogar baldes de água gelada nas camas daqueles que estão dormindo pacificamente", disse ele.

No entanto, ele disse estar convencido de que "os Estados Unidos continuarão a fazer parte da arquitetura de segurança europeia", assim como a Ucrânia. "É do interesse nacional da Lituânia que os ucranianos estejam seguros e fortes dentro da União Europeia", disse ele.

Ele acredita que a adesão plena ao bloco europeu já pode ser possível no início da década de 2030. "Precisamos estabelecer esse prazo e contar os prazos para todas as outras decisões importantes que precisam ser tomadas", explicou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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