Publicado 03/03/2025 07:12

A Lituânia considera um "erro" o fato de os países bálticos não terem sido convidados para a reunião de Londres sobre a Ucrânia

02 de março de 2025, Reino Unido, Londres: (Fila de trás, da esquerda para a direita) Secretário-geral da Otan, Mark Rutte, Primeiro-ministro da Holanda, Dick Schoof, Primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, Chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, Primei
Justin Tallis/PA Wire/dpa

MADRID 3 mar. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Kestutis Budrys, disse nesta segunda-feira que foi um "erro" o fato de os países bálticos terem sido excluídos da reunião deste fim de semana sobre a Ucrânia, em Londres. "Já dissemos que é muito importante para nós que a Europa esteja na mesa de negociações", disse ele.

Budrys questionou por que os países bálticos foram deixados de fora do interesse renovado da Europa em estabelecer uma mesa e uma agenda para futuras negociações de paz e se perguntou por que os países nórdicos e não os bálticos.

"Não convidar os países bálticos foi um erro", disse Budrys, que propôs outros formatos de participação nesse tipo de fórum, como por videoconferência, como fez o presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, em uma reunião anterior organizada pelo presidente francês Emmanuel Macron.

"Estamos satisfeitos com esse modelo. Se não pode haver uma grande conferência, mas um círculo menor de estados, então essa é a resposta", disse o ministro, que está confiante de que isso não acontecerá novamente no futuro.

Budrys explicou que a presença dos países bálticos em fóruns como o realizado no domingo em Downing Street é importante, pois eles são alguns dos aliados que mais apoiaram a Ucrânia desde o início da invasão. "Temos que estar lá", enfatizou ele, em entrevista ao LRT.

Budrys também apoiou a iniciativa da primeira-ministra Georgia Meloni de realizar uma nova reunião com a participação de Washington. "Ela foi uma das primeiras pessoas a nos lembrar da importância da conexão transatlântica (...) Precisamos trabalhar com os Estados Unidos", disse ele.

"A Europa tem que fazer sua lição de casa, porque essa reunião não pode ser um talk show, uma repetição de frases polidas, as coisas têm que ser colocadas na mesa", disse o chefe da diplomacia lituana.

Essa não é a primeira vez que a Lituânia e seus vizinhos são deixados de fora de fóruns relacionados à crise na Ucrânia. No primeiro, eles foram representados pela Dinamarca, enquanto no segundo, tiveram que se contentar com a participação do presidente Nauseda por videoconferência.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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