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MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Kestutis Budrys, advertiu que aceitar a soberania russa sobre a península da Crimeia, como sugeriu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é uma "porta de entrada para o inferno".
A defesa da soberania da Rússia sobre a Crimeia, anexada após um referendo em 2014, envia o sinal "perigoso" de que pode legalmente reivindicar a propriedade de um território depois de "ocupá-lo" e "mantê-lo por vários anos", disse o ministro à rádio de seu país na quinta-feira.
"Ao questionar os princípios do direito internacional, a questão da soberania da Crimeia, estamos abrindo uma porta para o inferno, de onde surgirão demônios que eles não conseguirão deter", previu.
Nesse sentido, o chefe da diplomacia lituana advertiu que seu país "nunca" poderá aceitar qualquer coisa que burle o direito internacional, como "arrancar" um território de um Estado soberano.
À medida que a resolução do conflito na Ucrânia não avança e fica clara a incapacidade de Trump de aproximar as posições e resolvê-lo como ele disse que faria em um tempo muito curto, antes mesmo de retornar à Casa Branca, o presidente dos EUA intensificou suas críticas, especialmente a Kiev.
Nas últimas horas, ele voltou a culpar o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky por atrasar qualquer processo de paz e o reprovou por seu interesse em retomar o território que a Rússia anexou após os levantes Euromaidan de 2014, que eclodiram depois que o então presidente, Viktor Yanukovych, suspendeu os acordos de parceria com a UE para se aproximar de Moscou.
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