Publicado 12/02/2025 06:09

A Liga Árabe chama de "inaceitável" o plano de Trump de deslocar à força os palestinos de Gaza.

Archivo - CAIRO, 30 de maio de 2024 -- O secretário-geral da Liga dos Estados Árabes (AL), Ahmed Aboul-Gheit, fala durante uma entrevista à Xinhua no Cairo, Egito, em 23 de maio de 2024. PARA IR COM "Entrevista: O Fórum de Cooperação China-Estados Árabes
Europa Press/Contacto/Yao Bing - Arquivo

Ele denuncia que o objetivo final "é esvaziar a Palestina histórica de seus habitantes históricos".

MADRID, 12 fev. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Abul Gheit, descreveu nesta quarta-feira como "inaceitável" qualquer deslocamento forçado da população palestina da Faixa de Gaza, como proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chegou a colocar na mesa o controle de Washington sobre o território.

"O foco hoje está em Gaza e amanhã se voltará para a Cisjordânia. O objetivo é esvaziar a Palestina histórica de seus habitantes históricos", disse ele. "Isso é inaceitável para o mundo árabe, que resistiu a essa ideia por cem anos", acrescentou.

"Depois de resistir a isso por cem anos, não vamos desistir agora, pois não sofremos nenhuma derrota militar, política, cultural ou de outra natureza", argumentou Abul Gheit durante um painel na Cúpula Mundial de Governos em Dubai, Emirados Árabes Unidos (EAU).

Ele defendeu novamente a solução de dois estados e que "a Palestina e Israel devem viver juntos nessa área". "A criação de um estado dá aos palestinos seus direitos. Depois disso, todos os tipos de cooperação estariam disponíveis entre o povo israelense e os povos árabes", disse ele.

Abul Gheit também criticou o fato de que a proposta de Trump "cancelaria" a autoridade do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral da ONU, além de anular o funcionamento da lei internacional, que proíbe o deslocamento forçado de populações.

Por esse motivo, ele insistiu que a solução está na criação do Estado da Palestina e afirmou que a proposta de Trump "não é apenas uma injustiça para o povo palestino, mas uma abolição do direito de soberania de um povo sobre sua terra".

"Essas ideias poderiam ser aplicadas a qualquer país e a qualquer povo do mundo. É algo que nem a humanidade nem o desenvolvimento humano podem aceitar", disse o secretário-geral da Liga Árabe, acrescentando às críticas da Palestina e da região à proposta de Trump.

Trump propôs que mais de 1,5 milhão de palestinos fossem transferidos à força para o Egito e a Jordânia e chegou a dizer que Washington poderia assumir o controle do enclave, algo rejeitado pela Autoridade Palestina, pelo Hamas e pelos países da região, que chegaram a alertar que isso poderia levar a uma limpeza étnica e optaram por implementar a solução de dois Estados.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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