Publicado 04/03/2025 17:13

A Liga Árabe apóia a iniciativa egípcia para a reconstrução da Faixa de Gaza

HANDOUT - 04 de março de 2025, Egito, Capital Administrativa: Logotipo da Cúpula de emergência da Liga Árabe na Nova Capital Administrativa do Egito, nos arredores do Cairo. Foto: Alexandros Michailidis/Conselho da UE/dpa - ATENÇÃO: uso editorial apenas e
Alexandros Michailidis/EU Counci / DPA

MADRID 4 mar. (EUROPA PRESS) -

A Liga Árabe, que realizou uma cúpula extraordinária no Cairo na terça-feira, apoiou de forma esmagadora a iniciativa apresentada pelo Egito para a reconstrução da Faixa de Gaza sem o deslocamento de palestinos, uma iniciativa que vem em oposição ao plano do presidente dos EUA, Donald Trump, de assumir o controle do enclave e até mesmo transformá-lo em um resort turístico.

Isso foi declarado pelo secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Abul Gheit, no final da cúpula, afirmando que a iniciativa egípcia foi "totalmente endossada" pelo bloco, de modo que agora é possível falar de uma proposta em nível árabe como um todo, de acordo com informações do canal de notícias Al Jazeera, do Catar.

De acordo com Abul Gheit, o principal objetivo dessa reunião foi reiterar mais uma vez a oposição dos países árabes ao deslocamento forçado da população palestina como solução para a situação na Faixa de Gaza, que foi devastada pela ofensiva israelense após os ataques do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) em 7 de outubro de 2023.

Por outro lado, a reunião também buscou fornecer uma alternativa "clara, prática e realista" aos planos para Gaza que preveem a evacuação de sua população. Anteriormente, o próprio presidente egípcio Abdelfattah al-Sisi havia dito que o grupo havia concordado com sua proposta.

Na cúpula da Liga Árabe, na terça-feira, o presidente al-Sisi apresentou um plano para que os palestinos "permaneçam em sua terra", uma meta que ele procurou defender após as propostas de seu colega norte-americano de deslocar a população da Faixa de Gaza.

Al Sisi buscou unir forças para enfrentar uma "dolorosa realidade regional" que tem entre seus principais expoentes a Faixa de Gaza, onde "a humanidade perdeu sua virtude". Nesse sentido, ele destacou que a população de Gaza espera que outros países contribuam para "restaurar a esperança" e avançar em direção à "paz permanente".

O presidente egípcio enfatizou que "a paz não pode ser mantida por meio da força", em uma tentativa de se distanciar tanto de Israel quanto dos Estados Unidos, embora Al Sisi tenha chegado a dizer que vê Trump como "capaz de alcançar a paz" no Oriente Médio, informa a Al Jazeera.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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