Publicado 09/09/2026 07:31

A Liga Árabe acusa Nauru de “violar” o Direito Internacional ao inaugurar em Jerusalém sua Embaixada em Israel

Archivo - Arquivo - AMÃ, 5 de agosto de 2026  -- O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Fahmy, discursa durante uma coletiva de imprensa conjunta em Amã, na Jordânia, em 5 de agosto de 2026. Ministros das Relações Exteriores e representantes de países ár
Mohammad Abu Ghosh / Xinhua News / Europa Press

O bloco lembra que essa medida “não altera o status jurídico” e reitera seu apoio à solução de dois Estados

MADRI, 9 set. (EUROPA PRESS) -

A Liga Árabe condenou “firmemente” a decisão das autoridades de Nauru de abrir, em Jerusalém, sua Embaixada em Israel e destacou que essa medida constitui “uma violação explícita” do Direito Internacional e um passo para “reforçar a realidade ilegal imposta pela ocupação israelense”.

A Secretaria-Geral do órgão afirmou que a decisão de Nauru “vai contra a posição internacional estabelecida em relação ao status legal e histórico de Jerusalém”, incluindo duas resoluções da Organização das Nações Unidas sobre o não reconhecimento das medidas de Israel “destinadas a alterar” essa realidade no terreno e a necessidade de os países retirarem suas representações diplomáticas da cidade.

“A abertura de uma embaixada na Jerusalém ocupada não altera o status legal da cidade, não confere nenhum direito ou benefício legal à ocupação, nem prejudica de forma alguma os direitos inalienáveis do povo palestino, especialmente seu direito de estabelecer um Estado independente dentro das fronteiras de 4 de junho de 1967, com Jerusalém Oriental como capital”, afirmou.

Nesse sentido, alertou por meio de um comunicado sobre “os perigos desse tipo de medida”, que “incentivarão as autoridades de ocupação a continuar implementando políticas destinadas a consolidar o ‘statu quo’ ilegal e impor um controle ilegal sobre Jerusalém, minando assim as possibilidades de paz com base na solução de dois Estados”.

Por isso, exigiu que Nauru “reconsidere essa decisão” e que “cumpra as resoluções das Nações Unidas e o Direito Internacional”, ao mesmo tempo em que exortou o restante da comunidade internacional a não tomar medidas que possam afetar o status jurídico de Jerusalém.

“Jerusalém Oriental é parte integrante do território palestino ocupado desde 1967, e nenhuma medida ou prática destinada a alterar o caráter, o status jurídico ou a composição demográfica da cidade pode criar uma nova realidade jurídica”, reiterou.

Por fim, a Secretaria-Geral do órgão regional enfatizou que “alcançar uma paz justa e integral continua dependendo do fim da ocupação israelense e da concretização da independência do Estado da Palestina, tendo Jerusalém Oriental como sua capital”.

Nauru inaugurou na segunda-feira, em Jerusalém, sua Embaixada em Israel, uma iniciativa elogiada pelo ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Saar. “A Embaixada de Nauru é a nona em Jerusalém. No mês que vem, haverá uma décima”, afirmou o chefe da diplomacia israelense, diante dos planos da Colômbia e da República Democrática do Congo (RDC) de dar esse passo.

A abertura de embaixadas em Jerusalém é motivo de críticas por parte da Autoridade Palestina e dos demais grupos palestinos, já que Jerusalém Oriental está ocupada desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. É, de fato, na parte ocidental da cidade que Israel mantém a sede do Parlamento, do Supremo Tribunal e de vários ministérios.

Embora Israel considere a cidade como sua capital unificada, a comunidade internacional — com poucas exceções, incluindo os Estados Unidos — não a reconhece dessa forma, e a solução de dois Estados prevê um Estado palestino nas fronteiras de 1967, com Jerusalém como capital compartilhada entre os dois países.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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