Publicado 16/08/2025 07:06

Líderes europeus oferecem apoio para reunião tripartite entre Trump, Putin e Zelenski

HANDOUT - 15 de agosto de 2025, EUA, Alasca: O presidente dos EUA, Donald Trump (à direita), cumprimenta o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao chegarem ao Alasca. Foto: Sergey Bobylev/Kremlin/dpa - ATENÇÃO: uso editorial apenas e somente se o crédito
Sergey Bobylev/Kremlin/dpa

MADRID 16 ago. (EUROPA PRESS) -

Líderes europeus destacaram no sábado sua "solidariedade inabalável" com a Ucrânia após a cúpula no Alasca entre os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin, respectivamente, e ofereceram apoio para organizar uma reunião tripartite na qual o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, também estaria presente.

A mensagem foi assinada pelo presidente francês Emmanuel Macron, pelo presidente finlandês Alexander Stubb, pelo chanceler alemão Friedrich Merz, pelo primeiro-ministro do Reino Unido Keir Starmer, pela primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e pelo primeiro-ministro polonês Donald Tusk, bem como pelos chefes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão, Ursula von der Leyen.

Todos eles elogiaram os esforços de Trump para alcançar "uma paz justa e duradoura" na Ucrânia e concordam que "o próximo passo" é incluir Zelenski na equação. O líder ucraniano viajará a Washington na segunda-feira para se reunir com a Casa Branca.

Trump então transmitirá pessoalmente os detalhes da reunião de sexta-feira com Putin a Zelenski, embora o presidente dos EUA já tenha tido uma longa conversa telefônica com os representantes políticos dos principais países europeus, da UE e da OTAN.

A Europa procura deixar "claro" que manterá seu apoio a Kiev, no interesse de garantir a soberania e a integridade territorial da Ucrânia. "Caberá à Ucrânia tomar decisões em seu território. As fronteiras internacionais não podem ser alteradas pela força", diz a nota conjunta.

A mensagem também reivindica a capacidade da Ucrânia de decidir seu futuro político, apontando que "a Rússia não pode ter a capacidade de vetar a adesão à UE e à OTAN", apesar de o próprio Trump ter semeado dúvidas sobre a adesão ucraniana ao último bloco, do qual os Estados Unidos fazem parte.

Por outro lado, os líderes europeus alertaram Moscou que, enquanto a ofensiva continuar, a "pressão" sobre a Rússia na forma de sanções também continuará.

UM "LAMPEJO DE ESPERANÇA".

Meloni enfatizou em sua conta na rede social X que "finalmente há um vislumbre de esperança para as negociações de paz" após a reunião no Alasca entre Trump e Putin, e prometeu que o governo italiano continuará envolvido no processo.

Por sua vez, Macron vê espaço para mais progresso, mas ao mesmo tempo pediu para "aprender as lições dos últimos 30 anos", em particular a "propensão" das autoridades russas de "renegar seus próprios compromissos".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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