Publicado 20/03/2025 07:49

Líderes da UE pedem que se vá além dos empréstimos e que se inicie um debate sobre ajuda direta para gastos com defesa

O Presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, e os líderes da Alemanha, Luxemburgo e Bélgica, antes da reunio de chefes de Estado e de governo em Bruxelas.
SIERAKOWSKI FREDERIC

BRUXELAS 20 mar. (EUROPA PRESS) -

Os líderes da Unio Europeia saudaram nesta quinta-feira os planos apresentados até agora pela Comisso Europeia para aumentar os gastos militares, mas pediram "discusses sérias" sobre novas formas de financiamento, incluindo ajuda direta aos países do bloco para cobrir o aumento do oramento militar.

Ao chegar cúpula dos chefes de Estado e de governo do bloco em Bruxelas, o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, pediu uma "discusso mais séria" sobre as opes de financiamento que no se limitem apenas a empréstimos, como proposto até agora pela Comisso Europeia em seu "livro branco" sobre defesa, que deixa o nus do aumento dos gastos com defesa para os Estados-membros, e a questo da dívida conjunta para oferecer subsídios aos governos está sendo estudada.

O líder grego pediu que a UE tomasse "uma direo mais ambiciosa" e optasse por um plano de ajuda direta aos países da UE para lidar com o investimento necessário em defesa. Na mesa dos líderes, pela primeira vez, está o roteiro da Comisso Europeia apresentado na quarta-feira, que busca direcionar os gastos militares dentro da UE, após a percepo de que Moscou continuará sendo uma ameaa no futuro, além do cenário na Ucrnia.

Do lado espanhol, o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, "acolheu com algumas nuances" o "livro branco" sobre defesa, embora tenha expressado sua oposio ao termo "rearmamento", como a presidente da Comisso Europeia, Ursula von der Leyen, apelidou o plano de aumentar os gastos com defesa no continente.

Sánchez defendeu a UE como um projeto político baseado no "poder brando", embora tenha insistido que o bloco deve usar todas as suas ferramentas em um mundo geopolítico mais tenso após a invaso da Ucrnia pela Rússia.

O presidente da Litunia, Gitanas Nauseda, insistiu que a liderana é demonstrada por meio da tomada de decises. "É importante usar esse tempo precioso que a Ucrnia está nos dando para fortalecer nossas capacidades militares. Temos que nos rearmar, caso contrário, seremos a segunda vítima da agresso russa", disse ele.

Nauseda alertou que o oramento comum pode ser insuficiente para atender aos investimentos necessários em defesa. "Todos os objetivos devem ser financiados adequadamente e acredito que um debate sério sobre o próximo oramento deve comear", acrescentou.

Na mesma linha, a primeira-ministra da Letnia, Evika Silina, valorizou os planos apresentados até agora por Bruxelas para incentivar os gastos com a defesa por meio de compras conjuntas de equipamentos militares europeus, embora tenha insistido que esses so "os primeiros passos" e que países como a Letnia "esto abertos a novas discusses" para encontrar mais formas de financiamento.

Ele também enfatizou a necessidade de remover a carga burocrática para permitir o desenvolvimento da indústria militar e facilitar o crescimento econmico. "Se a Europa for mais forte, os ataques contra ela sero muito mais difíceis", disse ele.

HOLANDA LIDERA OPOSIO AOS EUROBNUS

Em contrapartida, o primeiro-ministro holands Dick Schof deixou clara a oposio da Holanda a qualquer medida que envolva a emisso de dívida conjunta. "Sempre dizemos, e o dissemos há duas semanas, e o direi hoje, que a dívida sustentável é importante, que deve haver um bom equilíbrio nas finanas, e que a saúde financeira é importante. Essas so questes, e nós nos opomos aos eurobnus", disse ele.

"Se voc olhar para os valores de que estamos falando, acho que os planos so bastante ambiciosos", argumentou o primeiro-ministro de Luxemburgo, Luc Frieden, enfatizando que é importante investir em defesa em conjunto. "Acho que o mais importante é que tentemos fazer mais coisas juntos e no 27 coisas lado a lado", disse ele.

Seu colega finlands, Petteri Orpo, alertou que a Rússia "é e será uma ameaa permanente" para a UE, razo pela qual ele pediu que a defesa europeia fosse fortalecida e que o fizesse em conjunto com a OTAN e os Estados Unidos, embora no tenha entrado em detalhes sobre o financiamento do esforo militar.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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