BRUXELAS 20 mar. (EUROPA PRESS) -
Líderes da União Europeia pediram nesta quinta-feira a Israel e ao grupo terrorista Hamas que retornem ao acordo de cessar-fogo e avancem em direção ao fim das hostilidades na Faixa de Gaza, enquanto advertem as novas autoridades sírias de que o levantamento das sanções é "reversível", dependendo da evolução da transição no país.
A situação no Oriente Médio foi uma das questões abordadas pelos chefes de Estado e de governo durante o Conselho Europeu em Bruxelas, do qual surgiram conclusões em que eles "lamentam a ruptura do cessar-fogo em Gaza, que causou um grande número de vítimas civis nos recentes bombardeios aéreos", bem como "lamentam a recusa do Hamas em entregar os reféns" que tem mantido desde o ataque de 7 de outubro de 2023.
Nesse sentido, os líderes europeus pediram "um retorno imediato ao cumprimento integral do acordo de cessar-fogo em troca da libertação dos reféns" e enfatizaram a necessidade de "avançar para a segunda fase, com vistas ao cumprimento integral que leve à libertação de todos os reféns e à cessação permanente das hostilidades".
Eles também enfatizaram a "importância do acesso irrestrito e do fornecimento contínuo de assistência humanitária" à Faixa de Gaza e, de acordo com isso, pediram a Israel que "retome imediatamente" o fornecimento de eletricidade.
Por fim, além de apoiar o plano árabe para a reconstrução de Gaza, eles reiteraram seu apoio à solução de dois Estados e pediram que "todas as partes se abstenham de ações que possam prejudicar sua viabilidade".
SITUAÇÃO NA SÍRIA
Os líderes europeus também abordaram a situação na Síria, "condenando veementemente a recente onda de violência generalizada contra civis" na costa e conclamando as novas autoridades lideradas por Ahmed al Shara a proteger a população e garantir a responsabilidade "de acordo com as normas e padrões internacionais".
Eles também elogiaram o recente acordo entre as autoridades de transição, lideradas pelo grupo terrorista Hayat Tahrir al Sham (HTS), e as Forças Democráticas da Síria (SDF), cujo principal componente são as forças curdas sírias e são apoiadas pelos Estados Unidos.
Lembrando que a UE já começou a suspender algumas das sanções impostas contra o regime de Bashar al-Assad, os líderes europeus enfatizaram que essa é "uma abordagem gradual e reversível". Nesse sentido, eles disseram que monitorariam de perto os acontecimentos para decidir se suspenderiam outras sanções.
Por fim, os líderes da UE expressaram seu apoio ao Líbano, saudando o fim do "impasse político" e expressando sua disposição de trabalhar com o novo presidente, Joseph Aoun, e com o novo governo "para estabilizar a situação econômica e a segurança no país".
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