FREDERIC SIERAKOWSKI // EUROPEAN COUNCIL
BRUXELAS 23 out. (EUROPA PRESS) -
Os líderes da União Europeia concordaram nesta quinta-feira em instruir a Comissão Europeia a preparar "o mais rápido possível" a base legal para usar os ativos russos congelados na Europa para um empréstimo destinado a financiar o esforço de guerra da Ucrânia.
Nas conclusões da cúpula europeia, os chefes de Estado e de governo, menos a Hungria, que permanece reticente quanto à política de apoio à Ucrânia, pedem ao executivo europeu que apresente "o mais rápido possível" um conjunto de opções para "apoio financeiro com base na avaliação das necessidades financeiras de Kiev".
"De acordo com a legislação da UE, os ativos da Rússia devem permanecer congelados até que a Rússia termine sua guerra de agressão contra a Ucrânia e a compense pelos danos causados por sua guerra", concluiu a reunião.
A UE espera progredir nos trabalhos para voltar a tratar do assunto no próximo Conselho Europeu. Dessa forma, está avançando com a ideia de adotar essa medida antes do final do ano e que os fundos cheguem à Ucrânia nos primeiros meses de 2026.
"A vontade política é clara e o processo continuará", afirmam fontes europeias sobre o acordo alcançado após superar as dúvidas levantadas pela Bélgica, país que abriga a maior parte dos ativos soberanos congelados na entidade depositária, a Euroclear.
De fato, seu primeiro-ministro, Bart De Wever, chegou à cúpula marcando o ritmo ao exigir garantias legais e a "completa mutualização do risco", em um esforço conjunto e unido diante da situação à qual a Bélgica está exposta.
"Mesmo durante a Segunda Guerra Mundial, os ativos congelados nunca foram tocados. Esse é um passo muito importante, se quisermos tomá-lo", disse ele, para dar uma medida da escala do passo que a UE dará.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático