Publicado 01/06/2026 03:04

Líderes da direita latino-americana parabenizam De la Espriella após o primeiro turno das eleições

O Departamento de Direitos Humanos da ONU destaca “um dia de eleições pacífico” e sem “violações significativas dos direitos humanos”

24 de maio de 2026, Medellín, Antioquia, Colômbia: O candidato presidencial de direita Abelardo de la Espriella encerra sua campanha em Medellín, Colômbia, em 24 de maio de 2026.
Europa Press/Contacto/Camilo Moreno

MADRID, 1 jun. (EUROPA PRESS) -

Os presidentes da Argentina, Javier Milei; do Equador, Daniel Noboa; e do Chile, José Antonio Kast, todos de direita, parabenizaram o vencedor do primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia, o ultradireitista Abelardo de la Espriella, que disputará a Casa de Nariño com o esquerdista Iván Cepeda após alcançar quase 44% dos votos.

Por meio de uma mensagem nas redes sociais, Javier Milei quis parabenizar tanto De la Espriella quanto os colombianos por uma “jornada eleitoral exemplar” e considerou que o resultado “reflete o anseio de liberdade e progresso do povo colombiano”.

Especificamente, destacou a derrota de Cepeda como “uma vontade expressa de dizer basta ao modelo socialista fracassado que tanto dano causou” à América Latina e “à Colômbia, especialmente nos últimos quatro anos”.

“Se esse resultado se repetir no segundo turno, não tenho dúvidas de que a Colômbia voltará a fazer parte do concerto das nações livres e retomará um rumo voltado para a defesa da vida, da liberdade e da propriedade”, concluiu o líder libertário.

Por sua vez, José Antonio Kast também abordou nas redes sociais o dia das eleições na Colômbia, embora em uma mensagem mais breve do que a de seu homólogo argentino, para parabenizar De la Espriella “por sua grande vitória”.

“Desejo-lhe o maior dos sucessos no segundo turno”, destacou o líder ultraconservador, que ressaltou que “uma Colômbia mais livre e segura”, como a que, em sua opinião, traria o vencedor do primeiro turno, “é uma boa notícia para toda a região”.

Quem também parabenizou o agora principal candidato à Casa de Nariño foi o presidente equatoriano, que elogiou a vitória de De la Espriella como “uma grande vitória”. “Sucesso no segundo turno. O povo colombiano precisa de uma mudança real”, declarou Noboa.

No entanto, ele também dirigiu palavras ao presidente cessante da Colômbia, Gustavo Petro, que garantiu não aceitar os resultados da pré-contagem eleitoral que dão a vitória em primeira instância ao candidato do movimento Defensores da Pátria, e ao candidato do Pacto Histórico, Iván Cepeda, que pediu esclarecimentos sobre um suposto “desfasamento eleitoral”.

“Infelizmente, ser mau perdedor é algo contagioso”, repreendeu Noboa, que atribuiu a postura dos políticos do Pacto Histórico colombiano ao fato de o ex-presidente equatoriano Rafael Correa “ter conseguido contagiar outros na região”.

A Milei, Kast e Noboa juntou-se o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, embora este não tenha demonstrado apoio a nenhum dos candidatos, aos quais parabenizou sem nomeá-los nem distingui-los, ao mesmo tempo em que elogiou “a participação cívica durante o dia de votação”.

Da mesma forma, e sem fazer alusão explícita às denúncias de Petro e Cepeda, o presidente dominicano defendeu que a “legitimidade de toda democracia repousa no respeito à vontade soberana dos cidadãos expressa nas urnas e nas decisões das autoridades eleitorais competentes”. “Esse princípio deve ser preservado e fortalecido em todos os momentos”, argumentou.

REPRESENTANTE DA ONU EM DIREITOS HUMANOS DESTACA “UM DIA DE ELEIÇÕES EM PAZ”

Quanto ao desenrolar da jornada eleitoral elogiado por Milei e Abinader, o representante da ONU em Direitos Humanos na Colômbia, Scott Campbell, parabenizou o povo colombiano e as autoridades por “um dia de eleições em paz”.

“Felizmente, não documentamos violações ou violações significativas dos direitos humanos hoje”, afirmou Campbell em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Nele, o enviado da ONU Direitos Humanos quis destacar “dois pontos importantes” para as próximas semanas: “Primeiro, a importância de respeitar o compromisso com eleições livres e pacíficas. E segundo, a importância de implementar as recomendações do alerta eleitoral precoce da Defensoria do Povo”, argumentou, apontando assim um “roteiro para eleições livres e pacíficas”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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