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MADRID 22 maio (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral de um dos dois principais sindicatos do Panamá entrou na Embaixada da Bolívia na capital na quarta-feira, onde pediu asilo político diante das investigações das autoridades panamenhas sobre a cooperativa sindical por supostamente ter cometido vários crimes, incluindo fraude agravada e lavagem de dinheiro.
As autoridades da Embaixada da Bolívia informaram ao Ministério das Relações Exteriores do Panamá que "o Sr. (Saúl) Méndez pulou a cerca dessa representação diplomática, bateu na porta e, com um bilhete na mão, pediu asilo político", de acordo com o comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores do Panamá.
Agora, o Conselho Nacional de Refugiados em La Paz decidirá "se o Sr. Méndez se qualifica para a concessão do asilo político solicitado", embora o sindicalista panamenho já tenha recebido "proteção temporária" na embaixada boliviana na Cidade do Panamá.
A cooperativa do Sindicato Único Nacional de Trabajadores de la Construcción y Similares (SUNTRACS), que Méndez co-lidera, está sendo investigada pelo Instituto Panamenho de Cooperativas Autônomas (Ipacoop) por supostas irregularidades na administração de seus fundos, investigações que até agora resultaram no cancelamento da licença da associação, de acordo com o jornal panamenho 'La Estrella'.
A promotoria pública do Panamá anunciou na quinta-feira o mandado de prisão para "cidadãos panamenhos" identificados pela mídia do país como os líderes do sindicato, Genaro López e Saúl Méndez, como parte de uma investigação sobre a organização por "supostos crimes de fraude agravada, lavagem de dinheiro, associação ilícita, falsificação de documentos e prevaricação".
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