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MADRID 28 jan. (EUROPA PRESS) - A Justiça da Nicarágua condenou nesta terça-feira o líder sandinista Bayardo Arce a uma pena de prisão, cuja duração não foi especificada, ao declará-lo culpado de lavagem de dinheiro e fraude ao Estado no valor de mais de 2,7 milhões de dólares (2,2 milhões de euros).
“Declara-se a responsabilidade criminal dos acusados Bayardo Arce e (seu assistente) Ricardo Bonilla pelo crime de lavagem de dinheiro, na modalidade de fraude ao Estado da Nicarágua”, diz a sentença divulgada nas redes sociais.
A Procuradoria-Geral da Justiça decidiu dessa forma ao considerar que tanto Arce quanto Bonilla “participaram de forma concertada e contínua” no uso de “fundos provenientes de fraude fiscal, utilizando várias sociedades comerciais, contas bancárias e operações financeiras destinadas a dissimular a origem e o destino do dinheiro, afetando gravemente a transparência do sistema financeiro nacional e os interesses patrimoniais do Estado”.
Em particular, o órgão vincula Arce e Bonilla a “49 sociedades, das quais 35 operavam ativamente para canalizar fluxos de capital ilícitos provenientes da evasão fiscal sistêmica”, bem como ao recrutamento de pessoas para “figurar como sócios de fachada” das empresas sob a direção de Arce e Bonilla para “ocultar (seus) verdadeiros beneficiários”.
“As condutas comprovadas não constituem fatos isolados, mas uma operação financeira complexa e prolongada no tempo, orientada a integrar capitais ilícitos que os acusados produziram até 2,7 milhões de dólares e 82,3 milhões de córdobas nicaraguenses (1,8 milhões de euros)”, conclui a sentença.
Arce permanece detido em uma prisão em Manágua desde julho de 2025. Ele foi deputado no Parlamento nicaraguense pelo Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) por dez anos consecutivos, de 1997 a 2007, quando foi nomeado assessor econômico do presidente Daniel Ortega.
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