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MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -
O líder dos huti, Abdul Malik al Huti, definiu nesta quinta-feira como alvos “todas as instalações petrolíferas” da Arábia Saudita, em resposta ao recrudescimento do conflito entre Riade e a insurgência iemenita após os ataques registrados contra o aeroporto da capital do Iêmen, Sanaa, que tiveram sua retaliação no bombardeio ao Aeroporto Internacional saudita de Abha.
Em um discurso, o líder rebelde denunciou que a Arábia Saudita se “envolveu” na agressão contra o Iêmen e agora sofrerá “todas as repercussões e consequências” dessa ação. “O assunto não é brincadeira de criança e é completamente diferente do que aconteceu anteriormente”, afirmou.
Com relação ao incidente no aeroporto, Al Huti alertou as autoridades sauditas de que a resposta “foi modesta e não atendeu às expectativas”, ressaltando que se tratou de um aviso, mas que “a verdadeira equação é o aeroporto de Sanaa pelo aeroporto de Riade”.
Nesse contexto, ele alertou que o movimento rebelde não poupará esforços para enfrentar a ofensiva saudita e declarou “todas as instalações petrolíferas e vitais” daquele país como “alvos” dos mísseis e drones iemenitas.
Assim, ele pediu o fim do bloqueio e a cessação da interferência saudita no Iêmen, ressaltando que, nesta sexta-feira, em uma nova mobilização social, o povo iemenita “afirmará ao mundo inteiro que sua escolha é a liberdade, a dignidade e o orgulho da fé”. “Nunca aceitaremos a continuação do bloqueio e do controle sobre nossos portos, nossos aeroportos, nossas mercadorias, a circulação de nossos doentes e viajantes, e todos os aspectos de nossas vidas”, afirmou.
Essa mensagem surge após a denúncia do movimento huti de um bombardeio supostamente realizado nesta segunda-feira pelo Exército da Arábia Saudita contra o aeroporto de Sanaa, que eles classificaram como “uma declaração de guerra”, após alertar Riade de que “deve assumir toda a responsabilidade pelas consequências”.
O Exército do Iêmen — ligado às autoridades reconhecidas internacionalmente, que têm sua base na cidade de Áden (sul) e apoiado pela coalizão militar liderada por Riade— assumiu a autoria do ataque e afirmou que o objetivo era “impedir que um avião iraniano pousasse em território iemenita”.
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