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MADRID 15 jan. (EUROPA PRESS) - A líder dos conservadores britânicos, Kemi Badenoch, demitiu nesta quinta-feira Robert Jenrick, figura-chave do Partido Conservador, do gabinete paralelo e suspendeu sua filiação ao partido, por seus planos de se juntar ao Reform Party, partido do líder populista Nigel Farage.
De acordo com a rede pública BBC, Badenoch afirmou ter provas “claras e irrefutáveis” sobre os “planos secretos” elaborados por Jenrick para deixar o Partido Conservador “da maneira mais prejudicial para o gabinete paralelo e o partido”. “O público britânico está cansado do psicodrama político, e eu também. Já houve demais disso no governo anterior, e eles estão vendo demais disso neste governo”, afirmou a líder da oposição britânica ao primeiro-ministro, Keir Starmer.
Jenrick ocupou vários cargos importantes nos governos conservadores desde a época de Theresa May, incluindo os ministérios da Habitação e Migração, e concorreu às primárias do partido em 2024, após a demissão de Rishi Sunak, nas quais perdeu precisamente para Badenoch na votação final.
Este passo surge no meio de movimentos na política do Reino Unido com figuras como o ex-ministro da Economia conservador Nadhim Zahawi, que recentemente se juntou ao partido de Farage. Essas manobras ocorrem em vista das eleições municipais e regionais que serão realizadas no Reino Unido no próximo dia 7 de maio. Por sua vez, em declarações feitas durante um evento na Escócia, o líder do Reform Party evitou confirmar se manteve contato direto com Jenrick. Assim, Farage limitou-se a indicar que “mantém conversas com vários altos cargos conservadores há semanas”.
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