MADRID 20 set. (EUROPA PRESS) -
O co-líder do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), Lars Klingbeil, defendeu neste domingo a necessidade de analisar “o que podemos melhorar” após a ascensão do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) nas recentes eleições regionais.
“Como Governo Federal, devemos analisar por que existe tanta incerteza no país. Há uma forte rejeição a certas medidas que estamos tomando como governo”, afirmou o vice-chanceler e ministro das Finanças do governo de coalizão com a União Democrata Cristã (CDU), liderado por Friedrich Merz.
Klingbeil afirmou que “não conseguimos avançar nas reformas tanto quanto deveríamos”. “Os debates que mantivemos em Berlim limitaram-se a cortes”, argumentou ele em uma entrevista à emissora pública alemã ARD.
“É por isso que levo isso muito a sério. Acho que devemos analisar esses resultados com humildade e nos perguntar o que podemos fazer de maneira diferente, o que podemos melhorar. Pelo menos, essa é a maneira como acredito que se deva reagir diante de um resultado eleitoral como esse”, argumentou.
Ela se referiu especificamente à revogação da aposentadoria antecipada aos 63 anos para quem acumulou 45 anos de contribuição. “Queremos que as aposentadorias sejam justas também para as gerações futuras. Mas levo a sério a preocupação das pessoas. E também levo a sério a resistência existente”, destacou.
Além disso, Klingbeil rejeitou qualquer debate interno, apesar da oposição frontal às reformas levantada pela presidente da região de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Manuela Schwesig, uma das figuras que mais se fortaleceu após seu bom resultado nas eleições deste domingo.
A AfD foi novamente o partido mais votado nas eleições do estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, com 37% dos votos, enquanto a CDU obteve 5,5% e ficou em quinto lugar entre as forças políticas, de acordo com a pesquisa divulgada pela emissora pública alemã ARD.
Em Berlim, um estado mais populoso e capital do país, os resultados são bem diferentes, com A Esquerda na liderança (25,3%), seguida pela CDU (19,1%), AfD (16,2%), Os Verdes (14,5%), o SPD (12,1%) e a Aliança Sahra Wagenknecht (BSW, 5%).
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