Publicado 10/04/2026 11:14

O líder do Hezbollah pede ao governo do Líbano que "pare de fazer concessões gratuitas" a Israel

O partido-milícia xiita libanês afirma que continuará atacando alvos israelenses

Archivo - Arquivo - O líder do partido-milícia xiita libanês Hezbollah, Naim Qasem (arquivo)
-/Iranian Presidency/dpa - Arquivo

MADRID, 10 abr. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral do partido-milícia xiita Hezbollah, Naim Qasem, pediu nesta sexta-feira ao governo do Líbano que "pare de fazer concessões gratuitas" a Israel no âmbito da ofensiva lançada no último dia 2 de março contra o território e que já deixou, até o momento, quase 1.900 mortos.

Assim, ele garantiu que “a resistência continuará até seu último suspiro” em uma mensagem divulgada pela emissora Al Manar, ligada ao grupo, à medida que cresce a tensão na região devido ao fato de as forças israelenses terem continuado bombardeando o sul do Líbano, apesar de o território ter sido inicialmente incluído no acordo de cessar-fogo alcançado na terça-feira entre os Estados Unidos e o Irã.

Agora, as autoridades libanesas se preparam para manter possíveis negociações diretas com o governo israelense na próxima semana em Washington, capital dos Estados Unidos, enquanto o Hezbollah classificou os ataques israelenses como “brutais” e “tirânicos”.

“Quero expressar minhas mais sinceras condolências ao nosso povo firme e resistente em todo o Líbano. O inimigo israelense mostrou-se impotente no terreno diante dos bravos heróis da resistência e foi incapaz de levar a cabo a invasão terrestre, tal como havia declarado repetidamente. Seus soldados e oficiais caíram nas emboscadas dos mujahedin. Seus veículos foram destruídos nos cruzamentos das cidades e vilas”, afirmou.

Nesse sentido, acusou Israel de “mudar de postura”, embora tenha afirmado que “não conseguiu, em toda a sua operação de mais de 40 dias, impedir que os mísseis, projéteis e drones atingissem seus assentamentos, até Haifa e além de Haifa”. “O inimigo ficou desconcertado com as táticas da resistência, a flexibilidade dos movimentos dos mujahedin, suas capacidades defensivas e sua lendária coragem”, afirmou.

Qasem enfatizou que, dessa forma, ficou claro que “reunir 100 mil soldados israelenses não os ajudaria a concretizar a ocupação”. Pelo contrário, ficariam reduzidos a escombros. "Aqueles que permaneceram no campo viveram com medo e terror, sem saber quando seriam assassinados, capturados ou receberiam a ordem de retirada, incapazes de permanecer nessa zona", observou.

É por isso que ele falou dos “fracassos” das tropas israelenses, cujos líderes “lançam ameaças diárias em tom estridente, mas, em última instância, ineficaz”. “O inimigo recorreu na quarta-feira a crimes sangrentos em Beirute, no sul, no Vale do Becá e no Monte Líbano, atacando civis em bairros, vilas e cidades densamente povoadas para mascarar sua impotência no terreno”, destacou.

Por fim, reiterou que “a resistência continuará” e afirmou que “o entusiasmo dos jovens em ir para o campo de batalha e seu compromisso inabalável são um farol de esperança e orgulho”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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