Publicado 27/04/2026 07:28

O líder do Hezbollah expressa sua "total rejeição" às negociações diretas entre o Líbano e Israel

Ele afirma que essas conversas "não existem" para o grupo, que continuará com a "resistência defensiva" diante da campanha de Israel no sul

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 29 de julho de 2024, Irã, Teerã: O então vice-líder do Hezbollah, Naim Qassem, é fotografado durante uma reunião com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian (não aparece na foto) em Teerã. A milícia libanesa Hezbollah, pró-
-/Iranian Presidency/dpa - Arquivo

MADRID, 27 abr. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral do partido-milícia xiita Hezbollah, Naim Qasem, expressou nesta segunda-feira sua “total rejeição” às negociações diretas entre o Líbano e Israel, afirmando que essas conversas “não existem” para o grupo, que seguirá adiante com a “resistência defensiva” e “respondendo à agressão” do Exército israelense no sul do país.

Em um comunicado divulgado pela emissora de televisão libanesa Al Manar, Qasem criticou esse processo de conversações, após indicar que o que tanto Israel quanto os Estados Unidos “desejam” “não está nas mãos das autoridades libanesas”.

Assim, ele criticou a iniciativa do presidente, Joseph Aoun, de manter contatos diretos com as autoridades israelenses em Washington para interromper a ofensiva e conseguir a retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI), após denunciar concessões “humilhantes e desnecessárias” por parte de Beirute e alertar que Israel e os Estados Unidos buscam apenas “a submissão sem obter nada em troca”.

Dessa forma, o líder do Hezbollah prometeu continuar os ataques contra Israel, ignorando as conversas iniciadas por Beirute. “Não importa o quanto o inimigo ameace, não recuaremos nem seremos derrotados”, afirmou, antecipando que o Hezbollah continuará com suas ações contra as forças de Israel, às quais advertiu que não permanecerão em nenhum território ocupado.

“A população retornará às suas terras e reconstruirá o país em conjunto, acolhendo quem apoiar a libertação e rejeitando quem favorecer o inimigo”, destacou.

Nas últimas horas, pelo menos 14 pessoas morreram em bombardeios israelenses no sul do Líbano, apesar da prorrogação anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para estender a trégua por mais três semanas, após contatos mantidos na Casa Branca com representantes de ambas as partes.

No entanto, a persistência de incidentes no terreno reflete a dificuldade de consolidar a trégua, depois que o Hezbollah lançou ataques que resultaram na morte de um militar israelense e em quatro feridos graves.

O atual ciclo de violência insere-se na escalada iniciada em 2 de março, quando o Hezbollah lançou mísseis contra Israel em retaliação à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, no contexto dos ataques norte-americanos e israelenses contra o Irã. Desde então, Israel tem realizado uma intensa campanha de bombardeios e incursões terrestres no sul do Líbano, onde mantém presença militar apesar do cessar-fogo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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