Publicado 13/03/2026 16:55

O líder do Hezbollah afirma que o objetivo de sua guerra contra Israel é "defender o Líbano"

Archivo - Arquivo - 29 de julho de 2024, Teerã, Irã: O novo presidente do Irã (fora de cena) se reúne com o vice-líder do Hezbollah, NAIM QASSEM, em Teerã.
Europa Press/Contacto/Iranian Presidency - Arquivo

Ele ressalta que o grupo xiita não é “a causa, mas sim uma reação à agressão” de Israel MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) - O secretário-geral do partido-milícia xiita Hezbollah, Naim Qassem, defendeu nesta sexta-feira que o conflito em curso com Israel é “libanês” e que faz parte do “direito legítimo à defesa” do Líbano, onde os ataques do Exército israelense desde o último dia 2 de março deixaram cerca de 800 mortos, 2.000 feridos e 800.000 deslocados.

“Esta batalha não é por ninguém. Esta batalha é por nós. Esta batalha é libanesa. Esta batalha se insere no âmbito do legítimo direito à autodefesa”, afirmou em um discurso televisionado, no qual também declarou que o grupo xiita está enfrentando “a agressão sionista, que representa uma ameaça existencial”.

Nessa linha, reiterou que o objetivo do Hezbollah no conflito que o opõe ao país vizinho é “defender o Líbano” e, em uma mensagem dirigida às autoridades do país, defendeu que o Hezbollah não é “a causa da agressão (mas) uma reação a essa agressão”.

Assim, ele apontou Israel e os Estados Unidos como os responsáveis por “minar a estabilidade” no país e exigiu que “parem a agressão, não a resistência”, declarações que fez durante um dia em que o presidente libanês, Joseph Aoun, sinalizou que já havia expressado sua “disposição para negociar” um cessar-fogo com Israel.

“As soluções diplomáticas não conseguiram deter as agressões (de Israel), que incluem assassinatos, deslocamentos e destruição (...) Denunciamos repetidamente que nossa paciência diante dos ataques do passado tem um limite”, declarou Qaseem, por isso considerou que “não há outra solução para deter esses ataques a não ser a resistência”. “Aprendemos a lição (e) nos preparamos para um longo confronto”, assegurou. O líder do Hezbollah sinalizou, nesse sentido, que “as ameaças do inimigo não (o) assustam”, e considera que as ameaças de morte do governo de Benjamin Netanyahu contra ele são “inúteis”.

Em seu discurso, proferido por ocasião do Dia Internacional de Jerusalém, celebrado na última sexta-feira do Ramadã, ele quis lembrar que o Hezbollah “permanecerá ao lado da Palestina, apoiando-a até sua completa libertação”, e exortou “todos os povos árabes e islâmicos” a fazer o mesmo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado