Publicado 26/01/2026 17:41

O líder do Hezbollah afirma que a ameaça dos EUA contra o Irã também é dirigida contra seu grupo.

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 29 de julho de 2024, Irã, Teerã: O então vice-líder do Hezbollah, Naim Qassem, é fotografado durante uma reunião em Teerã. Foto: -/Presidência iraniana/dpa - ATENÇÃO: uso editorial exclusivo e somente se a fonte mencionada
-/Iranian Presidency/dpa - Arquivo

MADRID 26 jan. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral do partido-milícia xiita libanês Hezbollah, Naim Qasem, afirmou nesta segunda-feira que a ameaça dos Estados Unidos contra o Irã também é dirigida contra o grupo pró-iraniano, no contexto do aumento das tensões entre Washington e Teerã após a repressão aos protestos antigovernamentais, que deixaram milhares de mortos.

Em um discurso televisionado e transmitido pela rede Al Manar, ligada ao Hamas, ele afirmou que “os Estados Unidos e Israel estão considerando várias opções, entre elas atacar primeiro o Hezbollah e depois o Irã, atacar primeiro o Irã e depois o Hezbollah, ou atacar ambos simultaneamente”. “O Hezbollah está incluído em todos os cenários”, acrescentou. “Diante dessas possibilidades (...), estamos preocupados com o que está acontecendo, somos alvo de possíveis agressões e estamos decididos a nos defender”, afirmou, garantindo que “o Hezbollah não é neutro”, embora não tenha esclarecido como agirão a esse respeito.

Nesse sentido, Qasem indicou que “os detalhes da ação são determinados pela batalha e pelo interesse existente, considerando que dizer que não há paridade de poder não significa a ausência do direito de se defender”.

Quanto às ameaças de assassinar o líder supremo do Irã, o aiatolá Alí Jamenei, ele considerou que isso constituiria um ataque à estabilidade da região e do mundo: “Significa ameaçar milhões, até dezenas de milhões, e isso é algo que não pode ser tolerado”.

Israel lançou dezenas de bombardeios contra o Líbano, apesar do cessar-fogo de novembro de 2024, argumentando que age contra as atividades do Hezbollah e assegura que, por isso, não viola o pacto, embora tanto Beirute quanto o grupo tenham se mostrado críticos a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.

O cessar-fogo previa que tanto Israel quanto o Hezbollah deveriam retirar suas tropas do sul do Líbano. No entanto, o Exército israelense manteve cinco postos no território de seu país vizinho, algo também criticado pelas autoridades libanesas e pelo grupo xiita, que exigem o fim desse destacamento.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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