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MADRID, 19 abr. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da milícia xiita Hezbollah, Naim Qasem, advertiu o governo libanês que o grupo não entregará suas armas e, em vez disso, pediu a criação de uma "estratégia defensiva integrada" com o exército libanês.
O presidente libanês Joseph Aoun anunciou na semana passada que havia tomado a decisão de garantir que o Estado tivesse o monopólio das armas para consolidar o precário cessar-fogo com Israel, em vigor desde novembro.
Aoun lembrou que essa solicitação está coberta pela resolução 1701 da ONU, adotada em 2006 após a guerra anterior entre o Hezbollah e Israel, que enfatiza que "não haverá armas sem o consentimento do governo libanês e nenhuma autoridade além da do governo libanês".
No entanto, Israel continuou seus ataques contra os agentes do Hezbollah que estavam violando o cessar-fogo, segundo os militares. Mais de 140 pessoas foram mortas nesses ataques desde o cessar-fogo.
"Desarmar o Hezbollah pela força seria o mesmo que fazer um favor ao inimigo", disse Qasem em um discurso na sexta-feira, no qual pediu uma estratégia de defesa "baseada no poder do país, nos meios para fortalecer o exército e aproveitar a resistência e suas armas, mas não sob a pressão da ocupação".
"Primeiro vamos ver como Israel respeita o acordo, como cessa seus ataques e violações aéreas, e então poderemos discutir as outras cláusulas da resolução 1701", protestou Qasem durante sua aparição, relatada pela mídia libanesa, antes de insistir que um desarmamento do grupo "permitiria que Israel entrasse em todo o país".
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