Publicado 11/04/2026 05:04

Líder do Compromís valoriza o fato de o Podemos estar aberto à unidade, mas adverte: "Eles não são a totalidade, mas apenas uma part

Alberto Ibáñez destaca que Rufián é um dos “melhores candidatos” da esquerda e que é um trunfo a ser “valorizado”

Archivo - Arquivo - O porta-voz adjunto do Sumar e deputado do Compromís, Alberto Ibáñez
CESAR VALLEJO RODRIGUEZ - Arquivo

MADRID, 11 abr. (EUROPA PRESS) -

O deputado do Compromís, vinculado ao grupo Sumar, Alberto Ibáñez, reconheceu que o porta-voz do ERC no Congresso, Gabriel Rufián, é um dos “melhores candidatos” da esquerda alternativa e considera positivo que o Podemos se mostre favorável a participar de coalizões, mas entendendo que “eles não são tudo, mas uma parte importante” do espaço comum.

Durante uma entrevista no programa “Parlamento” da RNE, divulgada pela Europa Press, ele destacou que o líder republicano é um “ativo que deve ser cuidado” porque, em sua opinião, “contribui muito” para alcançar, sobretudo, o público jovem.

“Acho que Rufián é um dos melhores candidatos que temos agora na esquerda e espero que participe da campanha eleitoral do Compromís tanto na Comunidade Valenciana quanto nas eleições gerais”, acrescentou para explicar que Rufián é um dirigente que ajuda a mobilizar as bases da esquerda.

No entanto, destacou que também há outros perfis que contribuem para reativar o eleitorado, como o líder da IU, Antonio Maíllo, a ex-vice-presidente do Executivo valenciano Mónica Oltra ou a eurodeputada do Podemos, Irene Montero, que justamente compartilhou com Rufián um evento nesta quinta-feira sobre o futuro da esquerda.

De qualquer forma, o também porta-voz adjunto do Sumar no Congresso matizou que o deputado do ERC é apenas mais uma pessoa e que a população deseja que os partidos deixem de falar de siglas, algo “chato”, e se dediquem aos problemas sociais.

É POSITIVO QUE O PODEMOS ABANDONE O "TUDO OU NADA"

Em relação aos "roxos", Ibáñez valorizou o fato de o Podemos estar dando sinais de que quer voltar a participar de "espaços comuns", como aconteceu nas eleições gerais de 2023 e como ele quer que ocorra em Valência, tanto com eles quanto com o ERC.

No entanto, ele alertou que o partido liderado por Ione Belarra precisa entender que “eles não são tudo”, mas “uma parte importante de um espaço comum”. “Abandonar o tudo ou nada, simplesmente acho que é muito positivo”, reforçou.

APRENDER COM OS ERROS E NÃO CAIR EM HIPERLIDERANÇAS

Questionado sobre se seria necessário repetir a candidatura Sumar que se apresentou às eleições de 23 de junho, Ibáñez defendeu a unidade e afirmou que a coalizão que agrupa o parceiro minoritário do Executivo “não foi outra coisa senão unificar a esquerda do país”, tanto no âmbito estadual quanto territorial.

Em sua opinião, o caminho para as próximas eleições é semelhante, mas ele esclareceu que não se deve “repetir exatamente a mesma coisa”, já que não estamos mais em 2023 e precisamos aprender com os “erros do passado”. Por exemplo, Ibáñez pediu para “fugir das hiperlideranças” e fazer propostas políticas “ousadas”, que conectem com o povo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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